segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Avatar FiliPêra

[HyperEspaço #20] “O Novo Jornalismo”, segundo Carlos Cardoso

 

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“Ontem” (madrugada do dia 3 pro 4, não sei quando vou postar isso, então aviso logo) foi um dos momentos mais epicamente engraçadas que já presenciei no Twitter. Tudo começou lá pelas 2 da matina, quando algumas pessoas que sigo e moram no Nordeste começaram a reportar falta de energia. Fiz minha parte, retuitei o que apareceu e perguntei se moradores de mais estados nordestinos passavam pelo mesmo problema. Logo uma série de pessoas de lá começaram a tuitar sobre problemas parecidos, numa dinâmica de funcionamento bem característica do Twitter e inerente a todo ser humano: curiosidade e vontade de possuir e compartilhar informações.

O que era algumas cidades sem luz, se tornou um Apagão - nada tão raro aqui no Brasil. É aí que entra a parte engraçada. O conhecido Cardoso, autor de blogs como Contraditorium e editor do Meio Bit, achou que era uma boa hora de expor uma de suas idéias do momento (não tão do momento, ele vem com essa faz tempo): a Velha Mídia experimenta uma morte lenta sob a Ascenção das Redes Sociais, e followers se tornam mais importantes do que Jornalistas.

Para não parecer uma interpretação oportunista, única e exclusivamente minha, vou mostrar os tuits dele que apoiam o ponto de vista que mostrei:

 

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Bom, se não tô viajando ou perdi completamente minhas capacidades interpretativas, ele quis dizer algumas coisas bem interessantes: 1) nós confirmamos com nossos contatos de Twitter - confirmamos, não compartilhamos - o que vemos em jornais e revistas (Velha Mídia, segundo ele). 2) Velocidade é mais importante que qualidade. Ao menos foi o que entendi quando disse “Chupa Velha Mídia, você leu primeiro aqui”. Se você leu primeiro no Twitter, logo o Twitter é superior a G1, Folha, Estadão e todos esses veículos de informação velhos. Em outro tuit que acabei não recuperando, ele linka a foto do Airbus que pousou no rio Hudson (foto que saiu primeiro no Twitter) como prova da supremacia do Twitter sobre a Velha Mídia. Ele disse algo como “Aqui nós vencemos”. 3) Informação de gente conhecida é superior a informação de gente que não se conhece. A palavra conhecido na Internet me parece dúbia o suficiente para evitar que Eu a comente. Mandar e receber reply de alguém não me torna conhecido dela, e vice-versa, por mais que Eu conheça casos específicos que me digam o contrário. Mas já explico isso. Também não vou comentar algo como autoridade (mesmo de uma pessoa desconhecida), pois o assunto parecerá filosófico demais.

Antes de prosseguir, devo deixar bem claro que não execro o Carlos Cardoso. O acho um bom escritor de tecnologia, que consegue misturar muito bem uma série de assuntos nem sempre tão fáceis de casar com a clássica cobertura tecnológica. E possui um certo bom humor, coisa cada vez mais rara atualmente. O problema é a arrogância dele conseguir ser maior que o talento. A babaquice que muitos dos detratores dele apontam vem justamente daí: querer e se achar melhor que todos, ainda dizendo coisas como “gênios não são modestos e blábláblá”.  Acho que ele também peca pela coerência. Dá a entender que a internet é superior ao modelo tradicional de informação (papel)… e se gaba pra todo o mundo ouvir que escreveu 11 livros (apostilas de informática de mais de 10 anos atrás, como ESSA). Também execra a Velha Mídia ante o modelo colaborativo… e diz que seus textos são fodas porque RECEBE por eles. Bom, a vida é dele, ele faça com ela o que quiser, só quis esclarecer o que penso sobre ele, e porquê mesmo o achando um escritor talentoso (bem menos do que ele acha que é), faço brincadeiras sobre ele no Twitter.

 

Depois do Cardoso estufar o peito e aproveitar o momento para tentar sedimentar sua idéia de Velha Mídia Já Era, tudo graças a velocidade em tempo real das Redes Sociais, chegou a Tropa do Humor e mandou tudo pro espaço. Tinha tempo que não rio tanto, ri da barriga doer. Não vou colocar todos os tuits engraçados aqui se não ia encher esse post só com prints, mas vamos aos quatro mais engraçados da versão Bizarra do Cardoso: o Tonkiel.

 

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É óbvio que o Tonkiel refinadamente exagerou as palavras do Cardoso - isso é humor, no fim das contas -, mas creio que quando se vai metaforizar uma situação, esse tipo de desconstrução do discurso alheio é muito mais eficiente. O fato de Eu achar mais válidas as brincadeiras deles às chatices pretensiosas do Cardoso diz muito do que penso a respeito das Redes Sociais (Twitter, em especial, a única que uso). Se essas ironias do Tonkiel surgissem em um noticiário, Eu as acharia completamente sem sentido, devido ao fato de fugirem do objetivo do jornalismo. Redes Sociais, para mim, servem para comunicação, especialmente diversão. Se por um acaso ela servir a propósitos jornalísticos, será simplesmente lucro.

O problema maior da questão é: o que é jornalismo? A pergunta tem sido colocada em xeque continuamente com a popularização da internet e dos meios de comunicação, cada vez mais baratos. Na verdade, a questão é um pouco mais antiga, só se tornou mais ampla agora. Uma boa definição pra Jornalismo é: “a atividade profissional que consiste em noticiar dados factuais e divulgar informações sob a forma de som, texto ou imagem”. Em suma, se tá repassando coletando e repassando informação profissionalmente, é Jornalismo clássico, velho… não importa se trabalha no Estadão, na Prefeitura de Pato Branco ou no Meio Bit. Um veículo ser pequeno, ou possuir estrutura diferente de um jornal impresso, não o torna menos jornalístico.

Usando o Estatuto do Jornalista de Portugal como exemplo, podemos entender melhor a questão. Para a lei portuguesa, jornalistas são “aqueles que, como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem com capacidade editorial funções de pesquisa, recolha, seleção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação, com fins informativos, pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por qualquer outro meio eletrônico de difusão”.

Dessa forma, ser jornalista está desvinculado de um diploma - como demonstrei na minha crítica mal-interpretada a obrigatoriedade dele - e está ligado a uma atividade. A atividade, a meu ver, também está desvinculada de veículo, mas o jornalista precisa ter exercido sua atividade em um veículo reconhecido e habilitado para pegar seu registro. A definição é meio dúbia, principalmente no Brasil, mas creio ter esclarecido o bastante - deixando claro que meu ponto de vista não é um consenso unânime.

 

No princípio somente os jornais impressos existiam, lá estava o Jornalismo. Devemos lembrar que o papel é uma invenção extremamente velha, e a base da comunicação do conhecimento humano. O rádio ameaçou os jornais impressos, eles são muitíssimo mais rápidos, têm som, e ainda permitem a colaboração dos ouvintes. O papel, velho, com um delay enorme, precisando de distribuição cara… sobreviveu ao Rádio e continuou sua jornada. Depois veio a TV: imagem, som, participação ao vivo de telespectadores. Fim dos jornais? Não, eles ainda estão lá.

A Internet amplificou essa questão, ao desvincula-la de fatores simples como veículo A ou B, e passar para o campo quem faz jornalismo. Com a tal Web 2.0 (web colaborativa, social, qualquer rótulo desse gênero aí), qualquer um poderia escrever uma notícia em um blog particular e qualquer pessoa do mundo poderia ler. Ou seja: Qualquer pessoa com acesso a internet tem um potencial veículo jornalístico mundial. Junte algumas pessoas que moram em países diferentes e você tem um novo New York Times!

Cacete, bingo… fim do velho jornalismo!!!

Pra que redações caríssimas, pra que publicidade, pra que jornais que demoram ao menos 24 horas pra noticiar alguma coisa, pra que TV via satélite??? Com o Twitter (sistemas de blogs como o Blogger e Wordpress versão grátis também são rede sociais, embora um pouco menos dinâmicas que o Twitter) isso se amplificou. Em 10 segundos Eu posso reportar que acabou a luz no meu bairro, que tá rolando arrastão na praia, que o prédio da prefeitura tá pegando fogo… antes da central de jornalismo mais próxima sequer imaginar que algo aconteceu. E foi exatamente isso que vimos no Apagão do Nordeste, as pessoas com o Twitter conseguiram mais ou menos entender onde estava faltando luz… e aí está o problema: a coisa não passou disso.

Agora entrando numa análise estritamente pessoal - compartilhada com diversas pessoas mundo afora - o jornalismo colaborativo (esse feito por pessoas não comprometidas profissionalmente com o levantamento de informações) possui um limite claro de até onde ele pode ir por uma série de motivos. Saber onde faltou luz é uma informação importante? É, bastante, mas esse é somente um ângulo da informação - o primeiro, na verdade. Por que faltou luz? O que as autoridades têm a dizer sobre isso? Quantas pessoas foram afetadas? O prejuízo foi de quanto? O que as empresas responsáveis estão fazendo para reverter a situação? Esse tipo de contextualização um punhado de followers não pode fazer, lamento - se fizeram, foi de forma limitada e uma quantidade de vezes que considero insatisfatória, a não ser que mostrem que estou errado. Por mais que Eu não goste da forma como certos veículos de comunicação (especialmente os maiores, com grande comprometimento econômico com diversos setores da sociedade) exercem seu dever de nos informar, ainda acho o trabalho deles fundamental, ainda que alguns queiram empurrar goela abaixo que as redes sociais são uma espécie de Novo Jornalismo. Se a Globo, Folha e Estadão têm uma forte carga ideológica, esse tipo de abordagem pouco se mistura a cobertura factual deles.

Quem diz Chupa Velha Mídia, vocês viram primeiro aqui, é o tipo de gente que enxerga o jornalismo unicamente como uma corrida em busca da “última novidade”, corrida que se tornou mais predatória com o advento da internet. Na sanha por “furar” a concorrência, jornais meia boca colocam no ar informações mal checadas e furadas. Escrever um texto jornalístico está se tornando tão banal quanto tuitar, e é justamente esse tipo de comparação tosca, essa suposta necessidade contínua de informações em tempo real que destrói o Jornalismo. O Jornalismo em tempo nenhum compete com redes sociais, ele serve para investigar se o que está lá de relevante é de fato verdade.

E outra: Jornalismo deve ser público. Deve transmitir informações de fontes com um mínimo de credibilidade pública para um público que deseja aquelas informações. Se Eu confio nos meus followers, ainda bem… para mim. O meu vizinho provavelmente não vai acreditar neles e com razão, esse préstimo de credibilidade deriva do conhecimento que tenho dele, não de algum fator de autoridade, como se denomina no Jornalismo.

 

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Escritório do TechCrunch

Lá por meados da década passada, se propalou - de forma um pouco apressada - que os blogs tornaram os jornais coisa do passado. Hoje, uns cinco anos depois, se pode perceber uma situação um pouco diferente. Pode-se dizer que os blogs trouxeram inúmeras transformações na forma de se fazer Jornalismo, inclusive na semântica geral da elaboração das notícias e na inclusão de comentários nos sites dos jornais… e foi isso. Os blogs que alcançaram status de grandes veículos de comunicação - como o Gizmodo, Engadget, TechCrunch, TMZ, Mashable - estruturalmente… SÃO veículos de comunicação. Têm repórteres, publicidade farta e uma grande empresa por trás (AOL, Gawker Media… se quiser confirmar, olhe o tamanho da equipe do Engadget, por exemplo). Uma das exceções aparentes é o Boing Boing, que apesar de possuir características análogas às descritas acima, ainda mantém o espírito de zine/blog que tinha desde os primórdios. Como grande diferença entre blogs e jornais, constam uma ênfase maior no estilo do texto a na opinião, algo já bastante presente nas revistas.

Do mesmo modo que o jornalismo absorveu característica dos blogs - e das redes sociais como um todo - os blogs fizeram o mesmo, e absorveram várias características do Velho Jornalismo. Se alguém (incluindo o Cardoso) acha que Jornalismo é unicamente correr atrás da notícia e entrar num joguinho de quem publica primeiro, então a Velha Mídia está realmente morta e Jornalista não precisa de preparação. Mas para mim, essa avalanche de informações em tempo real (que sabe-se lá se são reais) mostram cada vez mais o quanto o jornalismo sério é necessário.

Pegue como exemplo o caso Wikileaks. Você leu quantos documentos lá do site? Salvo raros casos, nenhum, mas mesmo assim sabe o que contém as levas de documentos que o site liberou. São centenas, que exigiram dezenas de jornalistas analisando uma montanha de dados incrivelmente vasta. Creio ser bastante difícil para qualquer pessoa fora de uma organização de informações profissional empreender tamanha tarefa… e fazer isso semanalmente, porque o mundo não é só Wikileaks. Também não sei como “followers” de confiança poderiam fazer a cobertura de conflitos ou massacres como Sabra e Chatila, ou em Ruanda - rotina de jornalistas tarimbados como Robert Fisk.

Outra coisa que diz muito sobre uma situação atual: a estratégia dos governos classificados como autoritários com relação a Redes Sociais começa a mudar… pra pior. Até o momento, esses governos se empenhavam decididamente em bloquear a internet. Ferramentas para burlar isso são várias, além de criar um ambiente de fácil distinção: quem bloqueia é vilão, que burla é herói. O oba-oba de veículos de comunicação modernosos - inclusive alguns que gosto, como a revista Wired - em cima do engajamento internético termina por ignorar um lado pouco focado.

 

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Protestos no Irã

Vários governos, como o chinês, paga (ou ameaça, por que não?) inúmeros blogueiros para falarem bem do governo e inundar a rede com informação falsa - tipo o 50 Cent Party. Como forma de propaganda fica melhor, já que o governo não fica “mal na fita” na comunidade internacional, ao contrário da tática de bloqueio. No Twitter a coisa ia mais longe: em 2009, o governo iraniano, por exemplo, usou o seviço microblogging para espalhar boatos e colocar os manifestantes em pânico durante os protestos que varreram o país. Enquanto o mundo (como mundo, leia-se: mídia ocidental) incensava o papel do Twitter como uma fonte de confiança, os próprios manifestantes o passaram a execrar devido ao fato de ser aberto e dúbio, além de estar lotado de boatos plantados pela autoridades do país.

Na outra ponta da repressão, está o governo que usa blogs e perfis do Twitter para monitorar a população. O serviço secreto sírio usou o histórico de Curtir de usuários do Facebook para filtrar os que tinham mais probabilidade de estarem organizando os protestos que ocorreram no país. Ahmadi Maghaddam, chefe da polícia iraniana, disse ano passado que “as novas tecnologias permitem identificar conspiradores sem a necessidade de controlar individualmente cada pessoa”. Manifestantes egípcios envolvidos nos protestos pela renúncia de Hosni Mubarak elaboraram folhetos em que desaconselhavam o uso de Twitter e Facebook (opa, redes sociais) pelos ativistas, pois elas estavam sendo monitoradas por autoridades do país. A conclusão me parece clara: redes sociais, em situações extremas, expõem os que a utilizam, e mais atrapalham do que ajudam.

Em seu excelente artigo “A Revolução não será tuitada”, Malcolm Gladwell discorre sobre a estrutura dos levantes antes e pós-Redes Sociais. Nos principais movimentos sociais - ou mesmo grupos terroristas - existe um forte vínculo de amizade entre seus membros. Mais de 90% dos que participavam de movimentos sociais americanos nos anos 1960 tinham amigos bastante próximos lá dentro. O mesmo pode ser dito, com índices bastante similares, de organizações como as Brigadas Vermelhas e os mujahedeen. Os que lutaram contra a repressão na Alemanha Oriental estavam na mesma situação. Esses vínculos são parte do segredo da eficiência dessas organizações - para o bem e para o mal. A probabilidade de você dedurar um amigo - amigo de verdade, não amigo de reply - é muitíssimo menor. Assim como é muitíssimo mais difícil uma organização fechada, centralizada - seja de informações, seja de ativistas - ser infiltrada. Vínculos de followers são vínculos fracos, e uma corrente é tão forte quanto o elo mais fraco dela. O mesmo não pode ser dito de organizações “abertas” (ou sociais).

 

Em sua coluna no site de tecnologia da Globo, o TechTudo, o Cardoso resolveu aprofundar um pouco mais seu pensamento com relação ao assunto, no texto “Você tem em seu bolso uma máquina que mata fascistas”. Um texto bem escrito, embora ele tenha tirado o pé do acelerador na hora de falar de morte de Velha Mídia, afinal, tava escrevendo num veículo dela. Em certo momento ele cita o fato que as maiores organizações de imprensa do mundo possuem seções com conteúdo colaborativo, a exemplo do iReport, da CNN. “A busca pela informação exclusiva ironicamente passa pela colaboração”, fala ele, corretamente.

No entanto, ele “esquece” de dizer que essa via possui duas mãos. No próprio iReport - provavelmente o caso de maior sucesso do jornalismo 2.0 - um caso bastante singular mostrou a fraqueza do “jornalismo” praticado e forma colaborativa: um usuário recente postou no site que Steve Jobs havia sofrido um ataque cardíaco, notícia que ficou 20 minutos no ar antes de ser taxada como falsa. Como era um período cercado de notícias e boatos relativos a saúde dele, a notícia se espalhou… e as ações da Apple caíram 5,4% naquela manhã. Sem essa busca incessante e idiota pela informação em tempo real, provavelmente checariam a informação antes de passa-la pra frente. A atenção que deram a essa mentira, a meu ver, é só mais uma mostra do efeito danoso das redes sociais, das timelines, do tempo real, sobre o jornalismo.

Outro caso foi aqui mesmo no Brasil. Durante a tragédia com o vôo da TAM no Aeroporto de Congonhas, um internauta mandou pra seção de jornalismo colaborativo da UOL uma foto de uma pessoa se jogando de cima de um hangar em chamas. Que lindo, alguém conseguiu uma imagem que os jornalistas não capturaram! Mas a imagem era falsa, uma montagem tosca, e a repercussão disso não foi nada positiva. No fim das contas, a culpa foi do jornalista apressado que passou a foto a frente, mas o caso expôs uma faceta da era 2.0: tem muita mentira na internet.

E o caso de sucesso do iReport fala por si só: ele é um reforço do modelo tradicional de jornalismo, já que possui um grande órgão de imprensa por trás, para gerir tudo. Ainda não existe uma Wikipedia do jornalismo colaborativo para ser considerado um sucesso ímpar na rede, e não é por falta de tentativa. Quer ver? No final de março de 2008, o site inglês de jornalismo colaborativo ScribbleSheet fechou. O site era financiado com o próprio dinheiro dos fundadores. Em outubro de 2009 é a vez do espanhol Soitu.es encerrar as atividades. O grupo de investidores BBVA, que financiava o projeto, desistiu de continuar a parceria. E como eles, existem outros que minha pesquisa não mostrou. Talvez o mais próximo que conheço de um site internacional de mídia cidadã recheado de excelência seja o Global Voices, que não conheço em profundidade para comentar mais.

Incensar redes sociais e smartphones dizendo “meu deus, você tem em mãos uma arma pra se rebelar” e ignorar esse lado B da tecnologia é ser ignorante.

 

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A internet é só um ambiente, uma ferramenta, que pode (e é) ser usada pelos dois lados. Dizer que “Todos somos Codinome V, ninguém precisa ser torturado para dizer que as informações estão na Internet. Todos são importantes, ninguém é vital para a Rebelião” (como disse o Cardoso no texto citado) é uma falácia tremenda, ao colocar no poder de comunicação o principal fator de uma revolução, e não em capacidade de planejamento e de traçar estratégias. Dizer que é possível resolver com tecnologia um problema Cultural, me parece uma forma rasa de se ver o mundo; acesso a internet (ou possuir um smartphone) não torna ninguém ativista ou politizado. Se nem no período maniqueísta da Guerra Fria era assim - as pessoas do bloco comunista que conseguiam assistir TV americana, viam principalmente séries como Miami Vice, por exemplo - imagina num período marcado por uma avalanche de informações fúteis e de cunho consumista.

Ciberativismo puro e simples, sem contraparte fora do ambiente virtual - especialmente os que mobilizam muita gente - têm a tendência a terminar como o conhecido caso do #forasarney: em nada. Os fracos vínculos sociais e o pouco comprometimento dos que estão em voga nessas redes reforçam isso - falo por experiência própria, também. Geralmente se pensa em substituir as coisas: um RT, ou um curtir do Facebook é tão importante quanto sair a rua - da mesma forma que aceitar a informação de um follower seu, que você provavelmente nem sabe quem é, é tão importante quanto comprovar com os próprios olhos. O resultado disso são movimentos gigantes, mas com pouco comprometimento, pouco vínculo e coesão.

Uma organização jornalística funcionando nesses moldes - na horizontal, sem editores, sem apuração, sem líderes - tende a ter o mesmo fim: simplesmente evaporar. E mesmo se possuir todas as características que Eu citei, ainda vai precisar de dinheiro, como mostrou o caso do Soitu.es. Se caso possuir o dinheiro, aí amigo, temos uma organização jornalística clássica, com profissionais, e tudo voltou a normalidade.

 

Claro que com isso não quis dizer que Redes Sociais não têm o seu valor dentro de rebeliões ou mesmo no Jornalismo, só quis mostrar elas devem ser encaradas com reservas, pois possuem dois lados. Do mesmo modo que podem servir para mobilizar uma grande quantidade de gente, ou dar informações exclusivas… deve-se saber que os vínculos entre essas pessoas que mobilizei são fracos, bem como o fato que muita gente vai usar o Twitter para disseminar boatos e mentiras. Em um ambiente extremo, minha informação verdadeira pode ser só uma gota num mar de factóides.

O que quero dizer com toda essa argumentação é que modelos colaborativos não substituem o modelo jornalístico tradicional, apenas se soma a ele. É bastante difícil supor que de posse dessa ferramenta, as pessoas fariam somente bom uso dela, como nos mostra contrariamente o caso do falso ataque cardíaco de Steve Jobs. Para controlar como será esse uso, seria necessário uma estrutura profissional (que até a Wikipedia possui) que editasse e verificasse isso.

Por mais anarquista que me considere, reconheço que para Ativismo e Jornalismo são necessários líderes e uma certa dose de disciplina, engajamento; e não uma estrutura solta e frouxa como tende a ser algo calcado em “Redes Sociais”. Isso evita que a organização seja infiltrada. As grandes rebeliões são feitas assim, da mesma forma que as grandes reportagens. Deixe que os ativistas derrubem governos e leis, os jornalistas cubram guerras, massacres e falcatruas presidenciais… enquanto isso, os followers falam onde não tem luz!

 

[Com informações de Tiago Doria]

22 Comentaram...

Sayron disse...

Sensacional!

Já havia discutido algumas vezes no próprio Twitter sobre essa atitude pretensiosa do Cardoso, que o próprio acredita ser o supremo em tudo o que faz e não aceita nenhuma crítica ou correção de erros que ele próprio comete.

Mas não é essa a questão.

A verdade é que se você pode confiar mais em seus seguidores do que em outros meios jornalistícos, por que é tão fácil disseminar uma noticia fantasiosa ou mentirosa no Twitter? Por que diversas noticias que surgem no Twitter, de forma rápida e instantanea, após um tempo são desmentidas pela Velha Mídia?

Ou seja, acredito que ambos possuem pontos positivos e negativos e que essa falacia de alguns sobre o fim de alguns meios jornalisticos nada mais é que querer aparecer e chamar a atenção para si.

Raphael Tsavkko Garcia disse...

Três pontos:

1. Gladwell é um imbecil. http://bit.ly/dIM6su

2. O problema nem é o Twitter dar a notícia antes ou depois, e sim que mesmo com toda informação no Twitter (e, caramba, de gente no apagão informando) a mídia se preocupou mais em lamentar a falta de luz no show da Ivete que no fato de mais de 30 milhões de brasileiros estarem sem luz

http://bit.ly/hqTVMb

3. No caso do Egito, NADA supera a cobertura do Global Voices Online. A grande mídia fez, aliás, questão de esconder os protestos no começo (conivência com os EUA) e fora a Al Jazeera muitos torcem CONTRA os manifestantes. Árabe não tem direito à democracia, pelo visto. http://globalvoicesonline.org

Richard disse...

Com relação ao Cardoso, eu o admiro muito, ele é muito inteligente, mas está indo para um caminho sem volta.

Há muita gente debatendo qualquer coisa com ele de uma maneira errada. Qualquer assunto que ele joga, a maioria cai e começa uma discussão sem sentido. Ao meu ver, essa opinião dele sobre as "Velhas Mídias" é nada mais, nada menos, que uma forma de incitar os seguidores a discutir algo. Quando se tem alguém como você que faz essa explanação belíssima, tudo bem, mas ele gosta de brigar com os que vão apenas atacar e ficar com o vai-e-vem de ironias, piadinhas e afins.

Recebi uma promoção do Submarino/Folha de São Paulo, onde eu receberia por 15 dias gratuitamente a Folha. Achei interessante, mas não me acostumei, por que?

1° - Escuto sempre a CBN e eles me dão a notícia no mesmo instante;

2° - Sou assinante de algumas revistas e não me dão a notícia no ato, mas depois, muito bem digeridas e com uma série de opiniões e argumentos;

3° - Há blogues que têm credibilidade, como o NSN, que também comentam a notícia de uma forma interessante, fora as opiniões e outras coisas que você sabe melhor que eu;

4° - Eu sei tudo que acontece com o Palmeiras, pois eu acompanho de perto no Globo.com, Uol, R7 e Terra todas as notícias, ou seja, nem o caderno de esportes da Folha me interessou.

O período da promoção acabou e eu recebi outro com mais 30 dias, mas dessa vez não aderi. Há pessoas que ainda gostam do jornal impresso, mas infelizmente esse não é o meu caso.

Não sou Jornalista, mas eu vejo como velha mídia todos que eu citei, exceto os blogs, e a que eu mais gosto é a Revista. Mesmo que em alguns casos elas sejam tendenciosas, mas, nós leitores, temos que ter o discernimento de como vamos digerir certas opiniões, certas notícias.

Acho que é isso que está acontecendo com uma grande parte dos seguidores do Cardoso. Eles não entenderam que ele está jogando, que sua tática de crescimento no twitter é simplesmente a controvérsia, a opinião diferente, a briga sem sentido. Acho isto ruim, porque se perde muito a credibilidade.

P.s.: Mesmo ele escolhendo esse caminho, ainda acho que ele escreve muito bem.

Abs, Voz!

'@richardplacido

fabio disse...

"Raphael Tsavkko Garcia disse...

Três pontos:

1. Gladwell é um imbecil. http://bit.ly/dIM6su "

Sinceramente, não conhecia nenhum dos dois textos (do Gladwell e o do Raphael). Apesar de formado em computação e entender que a internet e redes sociais tem papel relevante na nossa sociedade sou obrigado a concordar com Gladwell na sua análise da irrelevância do twitter e facebook nas revoluções de verdade. De fato tais redes se prestam mais a abaixo-assinados que raramente possuem repercussão. E concordando com ele afirmo o seguinte: de cada cem que tuítam a favor da democratização de um país 99 nunca seria capaz de pegar em armas para lutar por isso. É isso que o Gladwell quis dizer com a questão da organização hierárquica e dos laços fortes de amizade que permeiam todas as organizações que travam lutas sérias e comprometidas cujos objetivos sejam uma ruptura em um sistema. Porque isso que é revolução de verdade: a detonação da base de uma organização sócio-econômica e política com a posterior substituição por novo modelo. E isso não se consegue com frases de 140 caracteres sendo repetidas aos milhões, se consegue através da real e profunda conversão das pessoas e o engajamento delas em se dispor a literalmente dar a cara a tapa. O Egito está sendo abalado porque seu povo saiu às ruas disposto a enfrentar o aparelho estatal na busca do atendimento de suas reinvidicações. Acho impossível que manifestações em redes sociais sejam capazes de gerar semelhante impacto. Mas concordo em uma coisa com o Raphael: as redes sociais são a nova forma de comunicação e não temos como fugir disso ou achar que seria mais benéfico regressar ao uso de sinais de fumaça. Mas a questão é que as redes se limitam a isso: apenas forma de comunicação, nunca protagonistas ou meio concreto de execução de mudanças profundas na sociedade. Se a militância pelos direitos civis ocorrese hoje, teria a mesma organização hierárquica e os mesmos laços afetivos entre os participantes motivando-os a arriscar suas vidas pelos seus objetivos de promover profundas mudanças na sociedade, mas ao invés de impressão de panfletos e envio de cartas entre os diretórios teríamos publicações em blogs, envio de e-mails e uso de mensagem por twitter e facebook. Ou seja, a comunicação seria virtual mas a luta real.

Raphael Tsavkko Garcia disse...

Fabio:

Mesmo petições - ao que você resumiu a rede - tem relevância. Com mais de 150 mil assinaturas a petição contra a Lei Azeredo (AI5Digital) fez barulho e estamos há mais de 3 anos barrando as piores propostas e conseguimos o apoio de vários deputados. A maior parte da militância se deu e se dá online, com o coletivo MEga Não.

No Irã a maior parte dos protestos foi organizada pela internet durante a Revolução Verde.

E, não despreze o poder da propaganda. Graças ao Twitter, Facebook e afins que estes processos são conhecidos fora dos países e conseguem apoio. Isto também faz parte de uma revolução.

Cada época tem sua tecnologia e ela pode ñ definir, mas ajuda, faz parte. Na Revolução Iraniana os revoltosos usavam fitas cassete pra chamar À luta, com mensagens e pregações. O celular já foi muito usado tb no Irã e agora Twitter, Facebook, Youtube são usados em novas revoluções.

Uma coisa é você dizer que se trata de uma REvolução do Twitter/Facebook, seria ridículo, mas pior ainda é o q faz Gladwell, ,achar que ñ serve de nada e que, talvez, a grande invenção da humanidade tenha sido o telégrafo...

Denis Paranhos disse...

Interessante a argumentação do autor.

- lord ♪ disse...

Acho que a revolução não se dará através de redes sociais não, essas podem sim ajudar a propagar, mas não irão mudar nada. Não é lançando uma hastag no twitter que as coisas mudarão não, e talvez esse seja justamente o problema da geração atual, acreditar mais do que deveria nas redes sociais. E achar que a revolução se dará online é ser demasiadamente confiante.

Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jenny Taylor disse...

SENSACIONAL!!!!!!11!!!!11 LIVROS

n consigo parar de rir

bjos pro tonka :* e pra velha mídia

e pro roteirista da centopeia humana

Nash disse...

Me diz, se a opinião do Cardoso é irrelevante para você no quesito mídias sociais, porque dedicar tanto tempo e atenção pra escrever um tratado destes sobre a manifestação dele?

Sério, eu sinceramente não entendo esse tipo de post e também não entendo quem gasta tempo e dedicação criando perfis "fakes" dele, lendo, analizando e tentando achar furos engraçadinhos dentro do que ele fala no twitter.

Parece masturbação intelectual ou trabalho de stalkers, porque você expõe sua opinião, faz ou mostra uma ou duas piadinhas sobre a pessoa "tema" do texto... e ai? Tudo isso pra discordar dele ou tentar rebaixar seu trabalho dizendo que ele escreveu algumas "apostilas de informática de 10 anos atrás?"

Eu estava acompanhando o twitter de ambos, naquele momento do apagão, e pude, de verdade, ver que ele disse aquilo. Mas eu pergunto novamente, E DAÍ? Ele está emitindo uma opinião, para os SEUS seguidores. Porque diabos se importar tanto com o que ele fala se você o despreza ou não concorda? Se ele é arrogante, ou não, E daí?

Pare para pensar no tempo que foi dispendido para falar, analizar e tecer uma elaborada (e bem feita) crítica à opinião dele. Fica claro, para quem está de fora, que você e estes que você citou no twitter parecem se importar e muito com o que ele escreve. Se me fosse permitido eu lhes daria uma sugestão: Relaxem. Não gosta? Não siga. Acha ele arrogante? Não leia o que ele escreve, oras! Ele é tão relevante assim pra vocês a ponto de não poder ser ignorado?

Se estas pessoas trabalhassem no Ego, era capaz de vermos manchetes do tipo "Cardoso paga peitinho em Ipanema". Para mim, isto tudo é deprimente.

Leave Britney alone.

ps.: Libera os comentários Nome/Url, po!

FiliPêra disse...

@Nash

Não acho a opinião dele irrelevante, se não Eu não estaria respondendo ela aqui. Achei que a opinião dele foi um gancho pra um debate interessante e renderia um bom texto, tanto que parti dela pra elaborar uma crítica sobre o assunto - mais ou menos como Chomsky fez com a mais famosa obra de Skinner (por que ele não a ignorou também, se sabidamente nunca gostou de Skinner?). Quem acompanha o NSN sabe que respeito todos os tipos de opiniões, desde que embasadas... e creio que isso dá direito que Eu tenha a minha, e a manifeste livremente aqui, da forma que fiz.

E não rebaixo o trabalho dele. Como disse, o considero um escritor talentoso, só o acho arrogante e isso tende a estragar a percepção das pessoas sobre ele, como o caso dos 11 livros, e classificar a todos como TROLL, o que me parece uma saída fácil para desconsiderar opinião dos outros (e acabo de ver que ele falou o mesmo do NSN. Todos são trolls pra ele hoje).

E mais uma vez: peguei a opinião dele e coloquei aqui por considerar o debate sobre o assunto importante, não só para seguidores do Twitter. Poderia ser qualquer outro que Eu tivesse visto tecer o mesmo tipo de opinião. Quem escreve em redes sociais, está escrevendo para o mundo todo, não só para um punhado de seguidores. O fato de discordar da opinião dele não quer dizer que a desconsidere, essa é a única coisa que ele não aprendeu na vida.

Se alguém fizesse o mesmo comigo, ficaria feliz, e feliz novamente em ir lá responder tudo, acho que é assim que evoluimos, e não nos fecharmos em uma redoma onde todos concordam com a gente e pronto.

Como disse, apesar de não concordar com tudo que ele fala, leio os blogs dele, e o seguiria se ele não tivesse me bloqueado depois que corrigi um post dele no Twitter, há uns bons três anos atrás. Mas a arrogância dele nem isso permite. Acho que não o detratei aqui, e sim iniciei um debate que ele nem quis comentar, me chamou de troll e pronto (e depois ainda apagou o comentário). Acho que a questão ultrapassa o limite Twitter-seguidores e essas coisas.



E infelizmente não posso liberar o parâmetro Nome/URL pois isso ia liberar os Anônimos também, e como isso pode dar processo, decidi acabar com eles.

FiliPêra disse...

@Cardoso, ia te responder, mas nem manter sua posição você manteve, e ainda colocou o NSN na sua lista dos blogs ""troll"" (risos). Bom, como disse, a vida é sua, só peguei sua opinião para iniciar um debate, mas não é da sua natureza considerar opiniões diferentes da sua. Parabéns!

____ ##______

Como algumas pessoas pediram, aí está o comentário que o Cardoso deixou:

"Parei quando virou ad hominem. Aprenda a debater direito e a gente conversa.

PS: pelos screenshots vejo que você convenientemente deixou de fora os twits onde elogio a capacidade de apuração da grande imprensa, e explico que as mídias sociais são superiores no quesito agilidade, e que têm a capacidade de se auto-corrigirem.

Well, não poderia esperar mais de gente que posta screenshot de trolls para reforçar argumento, mas continue assim, um dia você chega lá.

PS: A história dos 11 livros surgiu quando uma cria de um desses trolls veio perguntar como eu sabia que escrevia bem. Ser PAGO pra isso costuma indicar que alguém é bom no que faz, mas vejo que por aqui só serve para ser tirado de contexto, como você fez. Mais uma vez, parabéns."

Nilto, o Junio disse...

com o perdão da palavra, o Cardoso é um porra, nada mais, nada menos.

FiliPêra disse...

@Tsavkko...

1 - Se você já chegou a essa conclusão simplista (e li seu texto, antes que me pergunte) sobre o Gladwell, nem vou debater, mas ele não é um dos melhores jornalistas do mundo e trabalha na New Yorker à toa.

2 - No caso do Apagão, com certeza houve uma certa morosidade com relação às notícias, tanto devido ao horário quanto aos assuntos, mas não foi só a Folha que noticiou, houve mais coisa além do "show da Ivete".

3 - Como disse no texto, o Global Voices pra mim é o melhor exemplo de jornalismo cidadão que existe, principalmente por não se focar em hard news, mas sim em cobertura mais política e de bem-estar, algo mais analítico. Além do Global, acho que só o Guardian chegou perto nessa cobertura do Egito.

Raphael Tsavkko Garcia disse...

Filipêra:

1. Quando se trata de internet, uma pessoa que sistematicamente se recusa a compreender sua função e se limita a bradar contra, só pode ser imbecil. E, ele escreve na New Yorker, fantástico, o Merval Pereira está no O Globo, Reinaldo Azevedo e Mainardi na Veja... Onde alguém escreve ñ diz muita coisa e sim o teor dos escritos..

Mas vamos fingir que ele é maravilhoso, e só errou a mão, debatamos. Quais seus argumentos pró-Gladwell na questão?

2. Pelo menos entre os maiores portais nacionais (G1, Folha, Globo.com, JB, UOL e outros) a notícia era a Ivete ou nada. Fiquei a madrugada toda a companhando, aliás.

3. Nos meus textos para o GV, ao menos, me foco muito em hardnews, mas nós temos focos mais que variados, de cultura à ciência, depende da relevância pra blogosfera...

Tavares disse...

Briguinha de blogueiro desocupado que quer ser melhor que o outro?

Porra mew, que puta perda de tempo hein?

O próprio fato já é prova que redes sociais são inúteis mesmo, e tinha que ter esquerdistas doentios como Tsavkko no meio!

Nordeste sem luz?

To pouco me lixando, acendam o candieiro com óleo de calango.

Akira Mistika disse...

A internet sempre foi para mim uma "faca de dois gumes". Noticias postadas na internet, seja em redes socias, twitter, orkut etc sempre me foram dúbios.Para falar a verdade a midia sempre foi tendenciosa. Mas se é com ela que ficamos sabendo das noticias, que pelo menos seja por fontes confiaveis escritas por pessoas ou Órgãos sérios.
Abs a todos...

Rafaela B. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafaela B. disse...

"Mostre que é nerd e faça um comentário inteligente!" mesmo??
Então mais do que na hora de excluir esse comentário ordinário do 'Tavares', que em nada acrescenta ao debate! haha

Matheus Brasil disse...

Esse artigo é muito fdp.

FiliPêra disse...

@Matheus...

só não é mais filho da puta do que o autor dele

Babs disse...

"2) Velocidade é mais importante que qualidade. Ao menos foi o que entendi quando disse “Chupa Velha Mídia, você leu primeiro aqui”. Se você leu primeiro no Twitter, logo o Twitter é superior a G1, Folha, Estadão e todos esses veículos de informação velhos."

eu interpretei como Twitter tem mais velocidade.
e eu duvido um pouco dessa "qualidade" (que você interpretou) da folha do g1 e etc...

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