terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Avatar Voz do Além

[#CPBR4] A Campus B

 

Nerdeliciouss e Mayanna - Sussi

Na Campus Party 2011 uma das pouquíssimas coisas que me tiraram do sério - além das filas pra beber água, usar a privada, as filas pra entrar nas filas… basicamente as filas que um VIP não tinha como escapar, por não serem oficiais - foi o excesso de regras. Ano passado um espírito anárquico brando se instalou no local, apesar das rígidas regras necessárias quanto a equipamentos e bebidas (regras burladas algumas vezes, só pra constar). Esse ano, algumas regras chatas me irritaram. Uma delas foi com os puffs. Como muitos sabem, não levei nem nunca mais levarei colchão e travesseiro pra Campus Party, e por esse exato motivo dependo dos puffs pra dormir minimamente confortável, afinal não sou militar como o Humberto, que consegue dormir sem colchão na barraca e não amanhece como o Quasímodo. Em uma noite, uma das seguranças do estande da Vivo, me impediu de pegar o puff pra dormir perto da minha mesa. “Ótimo”, exclamo, “vou dormir aqui então”. “Não, estamos limpando”.  “Vou dormir aonde, então?”. “Nas barracas”. “Não, paguei para usar todos os espaços da dependência do evento, e farei isso”. A sorte é que no outro estande da Vivo/Telefônica havia vários puffs - alguns no formato perfeito para dormir, não exigindo o ritual de amacia-lo, o que leva uns cinco minutos - e dormi por lá mesmo.

Mas como era de se esperar, as regras eram afrouxadas assim que se cruzasse o portão principal. Esse era o espírito da Campus B: nada de regras, só respeito. No fim das contas, era simplesmente um grupo se reunindo pra falar merda e beber, esquecendo um pouco de computadores e experimentando o melhor da Campus Party: a socialização. Não é difícil imaginar que alguém não muito fã das palestras e oficinas como Eu logo elegeu a B como o melhor da Campus.

 

 

Começou tudo na terça-feira (na verdade começou em 2009, mas Eu não estava em 2009, e em 2010 não participei da B), do lado direito da entrada principal do pavilhão. O Torto, um mestre cervejeiro nato, pediu umas cervejas a mais pro grupo do Hugo, ele trouxe umas 10 a mais e umas seis pessoas as tomaram perto da fila do ônibus. Tudo normal, mas começou a aparecer mais gente e mais gente. Então, o perímetro foi cercado e uma entrada de 10 reais foi estabelecida, tudo em nome da compra contínua de cerveja.

O fluxo de gente começou a aumentar, umas 20 pessoas já estavam na área, com os restos de umas 150 latinhas de Itaipava e Brahma Chopp aos pés. Os papos eram bem nerds. Uns falando de trilha sonoras de Tarantino, outros dos primórdios dos computadores e videogames. No meio dessas conversas rolou uma aposta: uma ruiva magrinha metida a sabe tudo apostou com o Hugo que tocador de piano em Kill Bill NÃO era Samuel L. Jackson! Ela queria uma boneca de 50 reais se ganhasse, o Hugo só um beijo. Como creio que qualquer um de vocês sabe, ela perdeu feio, e uma simples consulta no iPhone mostrou isso. Mas na hora H ela deu pra trás, dizendo que era noiva e tudo o mais, enchendo os ouvidos de todos com babaquices das piores - não apostasse, se não ia pagar. Nesse momento, surge uma das figuras mais bizarras do evento: uma loira semi-traveco - que segundo informações seguras que tive na última noite do evento, era do grupo da Microsoft - que qualquer um que a observe por dois minutos saca se tratar de problemas. Algum espertinho sugere que ela beije a Loirão, o que as duas acabam fazendo e a aposta termina por aí.

Por volta das 23h, alguém da organização pede para todos que estão na B irem para a área do refeitório 24h, alguns minutos andando depois. Tudo para evitar barulho. Vamos pra lá e deixamos um rastro de umas 300 latinhas pra trás, que espero que tenham sido recicladas, em nome da sustentabilidade. Por lá, mais horas se passando… mais bebedeira… mais papo nerd… Mac vs Windows vs Linux… Opera vs os outros navegadores… designers são viados ou não?… os músicos sabem mais que os advogados?…

Foi nessa noite que comprovei que esse lance de nerd não chega nas meninas tem um outro lado também. As meninas que estavam por lá (não citarei nomes, não trabalho no EGO, mas tem editora de blog famoso no meio) entraram no clássico modo Cu Doce quando investiram com mais força. Uma lá chegou a me chamar no canto - e Eu imediatamente reagi com um apertão na bunda dela - mas somente para me mostrar que o dono do veículo buscador de cervejas estava pegando a Loirão (conversando com ele depois, acabei sabendo que na verdade ele tava tentando tira-la a força do carro dele). Acabou que a noite terminou no zero a zero para todos, muito graças às meninas, devo acrescentar, que já deviam estar com o ego lá em cima devido as cantadas (ruins) que tinham ouvido nos primeiros dias do evento.

 

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A Nerdeliciouss apertando os peitos da Mayanna (Eu sou o de verde)

No segundo dia de Campus B, novamente mais cervejas e mais papo furado. Mas dessa vez surgiu um problema: segundo a organização, tava rolando venda de cerveja ali na área, o que sinceramente Eu desconhecia, já que o esquema que usávamos envolvia pagamento adiantado e um carro buscando as bebidas. Conversamos um tempo e até deram uma Coca pra um dos seguranças, mas logo a polícia (ou Guarda Metropolitana, se preferir) apareceu e identificamos o alvo: um campuseiro estranho dono de um Celta (acho que era Celta, sei lá)… e a Loirão. Para piorar a situação, o estranho vai lá e fecha o porta-malas do carro com a chave dentro, depois que a Guarda conversa com ele. Um carioca que veio na minha caravana tenta abrir o porta-malas, mas acaba não tendo sucesso. O carro da Guarda dá meia volta e fica por ali, de olho no Estranho. Eu e o Torto preferimos ir embora e deixar a bebedeira pra trás, mas um grupo de umas 40 pessoas ficou por lá.

No fim das contas, só volto pra última noite, já que na noite seguinte pedem pra gente não fazer (queriam fazer uma cilada pra Loirão) e na outra vou pra Augusta comparecer no Nerdeteco (épico, por sinal) e só volto no sábado. No sábado tivemos uma atração toda especial (falo mais no próximo post): a Mayanna Rodrigues, das Fetish Dolls. Depois de uma dança que efetivamente parou toda a Campus Party, ela foi pra Campus B e ficamos por lá noite adentro.

Em meio a beijos na boca com meninas e seios com piercing de fora, pode-se dizer que essa foi uma das melhores noites do evento. Enquanto ela bebia doses de tequila, Eu me contentava com cerveja e assim a noite foi indo, com nerds babando e Eu falando asneira. Lá pelas 2 da matina aparece uma das maiores figuras que conheci durante todo o evento: o Luiz Sussi, do Nerdrops.

Com mais tequila na mão e uma idéia na cabeça (beijar a Mayanna, pelo menos), o Sussi continuou sua empreitada e a noite foi indo, e quando percebi estava bêbado e quase brigando com Henrique Minimim, o Jackass wannabe brasileiro, que mesmo querendo brigar por ter ouvido um “Vai se foder” da minha pessoa, é gente boa, mas tava acompanhado por um amigo mala e intrometido. Joguei panos quentes na pequena confusão e ele foi embora. Antes disso ainda tive o prazer de conhecer o bon vivánt e fotógrafo de gostosas Thiago Marzano! Depois de horas bebendo, de ter visto mais beijos, mais peitos, o que o Pablo usava por baixo do kilt (NÃO CLIQUE), resolvo ir tomar banho e esperar o horário de ir embora, mas sem Campus B o evento não teria metade da diversão que me proporcionou.

 

PS: para ver as fotos proibidas do evento (não muitas), visite nosso Flickr.

9 Comentaram...

Josiane Cristina Armani Dagort disse...

Ainda que tem o campus b, pra felicidade de vcs..saiuhsaiuhsiuahaih
deve ter sido diver mesmo
J^^h

Marcelo Pereira disse...

Nerd nos EUA é uma coisa, nerd no Brasil é outra. Coisas completamente diferentes, opostas até. Cervejão-ão-ão!

sanseverini disse...

Esse post vai dar um b.o., sério...

Luiz Sussi disse...

HAIL to the KING KKKKK

muito bom o texto rapaz =D

Alvaro disse...

Ainda bem que o "dono do veículo buscador de cervejas" foi ouvido..... hehehe
mas otimo texto, CAMPUS B FOREVER...

Luiz Carlos disse...

P***, essas minas do fetish dolls são muito foda ein

Gabriel Andante disse...

A loira bizarra citada era também conhecida como Príncipe Adam!

Crístiam Abdon disse...

Nossa, que pena que eu não me integrei a esta galera, se não religiosamente contribuiria para a alforria da alma da galera, bebendo e trocando idéias que não fazem parte daquele clássico estereotipo da pessoa da CP, muitos pensam que é necessário insanidade mental para ir a CP, mas isso é uma ilusão. Viva o Campus B e espero estar nele em 2012 XD

Daiane Santana disse...

É .. confesso que eu batia o ponto religiosamente na Campus B ahuahuaha paarticipei desde a terça... mas enfim, foi muito bom. Foi lá que consegui boa parte do network que trouxe para casa.. além disto.. só lá agente conseguia sexualizar ... ops... sensualizar ahahahahha foi ótemoooooooo .o/

Saudades ;[ ahuah

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