terça-feira, 11 de janeiro de 2011

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Brasil pede a ONU mudanças nas regras da Internet

 

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O assunto desse post foi rebuliço no fim do ano passado, mas como considero férias uma parada sagrada, deixei pra lá e fui jogar videogame. Mas agora que estou aos poucos voltando as minhas atividades editoriais (porque os programas de afiliados pararam de dar lucro, só pra constar), vamos coloca-lo na berlinda.

Nosso querido Brasil, que em 2009 liderou o índice de requisições de quebra de privacidade e remoção de conteúdo ao Google, acrescentou mais uma ao currículo: no dia 14 do mês passado, os representantes da Terra do Carnaval na ONU lideraram um grupo de países para propor mudanças mudanças na legislação da web. A proposta ainda me pareceu obscura - principalmente pelas poucas informações divulgadas -, mas aparentemente envolve criar uma entidade internacional que fiscalizaria (termo meu) as atividades e o comportamento de certos sites na web, dificultando que apareçam aberrações como o já famoso Wikileaks.

Índia, África do Sul, China e Arábia Saudita, países com históricos não muito bons, apoiaram a proposta, enquanto um segundo grupo composto por Austrália, EUA, Reino Unido e Canadá disseram que esse tipo de cúpula governamental poderia atrapalhar o trabalho de entidades empresariais, que realizam atividades similares.

 

Sabe quando Eu digo que esse lance de Aristotelismo, dividir o mundo de forma maniqueísta e essas coisas que parecem papo de filósofo sem ter o que fazer? Aí está um exemplo bem claro. De um lado empresários que já mostraram que só pensam em lucros e não nos usuários, e do outro governos que não teriam nenhum problema em filtrar a internet de forma que só coisas positivas pra eles pudessem figurar por lá. Dos dois, prefiro nenhum.

Fora que todas as informações com relação a essa notícia vieram justamente de países que não apoiaram a proposta do Brasil, o que naturalmente me faz suspeitar de boa parte do que foi dito. Claro que a entidade da proposta do Brasil poderia ser para monitorar as atividades das empresas de internet - duvido disso, é só uma possibilidade -, mas criar esse tipo de estrutura naturalmente torna possível que ditaduras existam.  Deixo pra vocês qualquer tipo de julgamento, Eu naturalmente sou contra qualquer regulamentação que ponha em risco qualquer tipo de Liberdade que bilhões de pessoas usufruem todos os dias.

 

[IT News via Huffington Post e Tecnoblog] Agradecimentos ao José Silva pela dica por email

4 Comentaram...

Vanat disse...

Também sou contra essa regulamentação, as informações divulgadas são obscuras e como são as únicas que tenho como embasamento sou contra. Talvez mais detalhes fizessem mudar de idéia. De qualquer forma, cercear a liberdade é algo que não deve acontecer.

Velho da Montanha disse...

Foi o que eu afirmei, o wikileaks era uma farsa pra justificaro controle da internet, a prova já esta ai, agora façam um post pedindo desculpas por apoiar a modinha Assange.

T. Mileto! disse...

Ao ver os países que apoiam (Índia, África do Sul, China e Arábia Saudita) acho que não precisa comentar muita coisa.

Francesco Mgz disse...

Dilma é a Grande Irmã, salvadora dos pobres e a primeira presidente q tornou o Brasil a quarta economia do mundo.


...ao menos é isso oq as imagens editadas por final cut q passam na TV e os sites de noticias q não sairam do ar nos confirmmam.

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