terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avatar FiliPêra

[Resenha] Lobo Solitário

 

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Quando o corvo da noite sai a cantar,
É sinal que alguém vai morrer.

Ouçam os passos,
É o Lobo Solitário chegando

O Anjo da Morte que reina nos campos e cemitérios
É o Lobo que vem chegando ao lado de seu filho

Ouçam os passos,
É o Lobo Solitário chegando

Quando os bichos param de cricrilar
É sinal que alguém vai morrer

Ouviram o cão latindo?
Sim, é o Lobo Solitário chegando

Ouçam o carrinho de bebê que trilha a estrada do inferno
É o Lobo que vem chegando ao lado do seu filho

Ouçam os passos
É o Lobo Solitário que está chegando

Lobo Solitário, Edição 10

 

Eu termino de ler Lobo Solitário e ajeito os seus 28 volumes numa estante especial dedicada somente a ele, num armário de ferro com aparência de cofre que uso para guardar meus livros e HQ’s. No momento em que termino de arrumar as revistas, posso perceber uma certa inveja vinda dos outros títulos ali presentes. Como não sou um colecionador tão violento assim, só tenho coisas que realmente considero fantásticas na minha coleção, e por esse motivo a inveja das outras revistas não é maior.

Da minha coleção de Sandman - aquela edição ultra-luxuosa da Conrad, uma das melhores versões de Sandman da história mundial - exala um respeito quase solene. Morpheus e seus irmãos Perpétuos sabem que o Lobo, que de tão especial e único, poderia trazer sérias crises aos reinos deles. Algumas revistas de Joe Sacco prestam suas homenagens à chegada de uma das maiores obras da Cultura Pop mundial, enquanto em um canto escuro do armário, A Saga do Clone, o patinho feio do lugar, chora de vergonha de existir e ser tão inferior.

As obras de Alan Moore, mesmo sendo igualmente superlativas - mas um pouco mais arrogantes - olham torto para aqueles fisicamente míseros mangás, todos feitos em papel pisa brite e com um formato diminuto, mas se dão conta que o que importa - o conteúdo -, é de uma perfeição poucas vezes igualada. Mas tem uma pá de revistas de uma estante da minha coleção que se curva com todo o respeito possível e derrama algumas lágrimas: são as HQs de Frank Miller - por ali estão todas as revistas Sin City, Cavaleiros das Trevas, Ronin e 300 de Esparta -, talvez o ocidental mais influenciado pela violência cinematográfica, pela narrativa perfeita, e pelo tom de ópera tocante, mas ao mesmo tempo sanguinária presente em Lobo Solitário. As obras de Miller se curvam respeitosamente, e não poderia ser diferente, talvez saudando o fato de Eu finalmente ter tomado vergonha na cara e lido a mais importante obra dos quadrinhos japoneses.

Até mesmo os livros que estão por ali, com autores que se acham superiores a qualquer outro que escreveu em qualquer outra mídia, tremem, pois sabem que seus romances, por mais aclamados e milionários que sejam, nunca vão chegar perto do que Kazuo Koike e Goseki Kojima alcançaram em sua obra-prima. Talvez um Mario Puzo em seu Poderoso Chefão, ou Ken Follet em seu épico Os Pilares da Terra, saibam que podem ser colocados na mesma frase que os dois mestres japoneses, mas mesmo assim tremem. Tremem pois não entendem como um mangá - essas coisas ilustradas vindas do Japão, com leitura ao contrário e arte que nem colorida geralmente é, que chegam ao Ocidente como subgêneros dos chamados gibis -, podem alcançar tamanho nível de culto e qualidade. Culto e qualidade maior que 97% de todos os livros publicados, inclusive parte dos deles. Entre os literatos presentes na Estante, somente Tolkien sorri de verdade, sem medo, pois consegue reconhecer um mundo fantasticamente produzido ali, e de uma simplicidade extrema, sem precisar recorrer a elementos fantásticos como ele.

Felizmente não possuo outros mangás na minha estante. Se possuísse, e eles tivessem um mínimo de honra e senso de realidade, se atirariam num triturador de papel  - ou abririam um rombo na barriga para expor suas tripas de celulose ao vento - com vergonha de receber a denominação de “Mangá” após a publicação de Lobo Solitário.

 

A bem da verdade é ninguém verá a perfeição muitas vezes em sua vida, ainda mais na Cultura Pop, onde o dinheiro fala alto demais. A perfeição é algo pessoal, com toda a certeza, e geralmente vai na correnteza oposta ao gosto popular. É aclamado por uma multidão?! Só pode ser ruim, é o que geralmente se pensa. Eu tenho minhas pérolas perfeitas. São filmes como Donnie Darko, Clube da Luta, Magnolia, Taxi Driver… HQs como Os Invisíveis, O Monstro do Pântano, e bandas como The Mars Volta e Ladytron. Você até apresenta aos seus amigos, mas geralmente fica feliz quando eles não gostam, o que dá aquele sentimento de posse, de exclusividade. Você até debate com ele como um orgulhoso conhecedor do que tá falando, mas ele é apenas um pagão que não sabe do que fala, e nem ao menos entende seus argumentos. Ao final você solta a frase dita pelo lado fanboy-exclusivista de todo o nerd: Pelo jeito, isso não é pra você…

Mas Lobo Solitário corta essa teoria com mais precisão que um golpe do suiou-ryu - o estilo gaivota d’água, usado pelo personagem principal da saga. Tanto que só existem dois grupos de pessoas na Terra: os que acham Lobo Solitário perfeito, e os que ainda não o leram. Motivos para essa unanimidade aparentemente perigosa não faltam. Desde a narrativa elegante e sofisticada, até a arte simples, mas ao mesmo tempo detalhista, tudo expira a palavra perfeição nas páginas da revista. O conjunto é uma mostra de que mesmo tendo começado a ser lançada em setembro de 1970, a obra ainda é superior a quase qualquer coisa lançada hoje em dia.

 

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Itto Ogami - o sobrenome é uma referência a okami, lobo em japonês - é um ex-executor do governo do Xogum japonês. Após um plano do ardiloso chefe do clã dos Yagyu, rival dos Ogami, Itto cai em desgraça perante o Xogum (autoridade máxima do governo japonês) e tem sua mulher assassinada. Suas decisões seguintes mudam a sua vida para sempre. A primeira diz respeito ao seu destino; ao invés de escolher o seppuku (o nome mais pomposo de harakiri, o suicídio honrado por estripamento, que era direito de todos os samurais que fracassavam), ele decide trilhar o caminho da Meifumadô, a figura do inferno na religião budista. Com isso, ele se torna um demônio errante, um matador que arranca cabeças por um preço fixo, sem rédeas ou preceitos. Sua segunda decisão foi dar a seu filho Daigoro a chance de escolher morrer, ou pisar na Meifumadô juntamente com ele. Seu filho escolhe o caminho da espada, e os dois começam a trilhar a jornada vingativa narrada na revista, contra os vilões mais sinistros possíveis: os Yagyu.

Derivada dessa trama aparentemente simples, com um gancho mais-que-conhecido, a vingança, surge uma das obras mais complexas, violentas, climáticas e belas possíveis. O início é contraditório, um ronin - samurai sem senhor -  empurrando um carrinho de bebê, onde inocentemente dorme seu filho, logo após uma página com a discussão sobre a morte de um chefe de um feudo japonês. Somos, logo no primeiro capítulo - perfeitamente chamado de Filho de Aluguel, Espada de Aluguel -, jogados no meio da trama. Nas primeiras páginas não sabemos quem é o ronin, o motivo dele estar trilhando errante por aí , ou mesmo o incomum motivo para carregar seu filho juntamente com ele.

O lance é que os autores escolheram um modo brilhante de narrar a história toda, tudo muito diferente dos métodos vigentes na época - e ainda hoje. Eles vão misturando passado e presente de forma estupenda, fazendo a narrativa ganhar força aos poucos, como numa sucessão de crescendos de uma ópera. Cada capítulo é uma pequena pérola, às vezes uma história isolada em que os personagens principais surgem apenas no final, às vezes contendo o peso de contar fatos realmente densos, como o primeiro confronto entre Ogami e um herdeiro Yagyu.

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Aparentemente tudo parece jogado com pouca organização, servindo apenas como um fio condutor para os sucessivos massacres de Ogami. Mas, aos poucos, um plano elaborado vai surgindo.Vamos entrando na trama e literalmente não se consegue mais parar de ler os volumes de Lobo Solitário. A escolha por pequenos capítulos reunidos em edições de mais ou menos 300 páginas - geralmente com um tema em comum - é muito acertada, e torna a leitura viciante e reflexiva, fazendo você obrigatoriamente parar para degustar o as páginas que ficaram para trás, conectando o que acabou de ler com o que sabe do resto da trama, mesmo que um outro lado da sua pessoa queira rapidamente ler o próximo capítulo.

Os autores estão no controle total da obra, e arte e roteiro formam um casamento narrativo perfeito. Cada cena detalhista é como um quadro. Durante as batalhas, os personagens pulam da revista, dando poucas asas à sua imaginação, pois está tudo pensado ali. A manipulação  das suas emoções também é brutal. Em alguns momentos suas mãos tremem ante a tensão pulsante, em outros, você dá suspiros aliviados. Têm horas que seus olhos correm pelas páginas completamente sem controle, aparentemente sob efeitos de potentes drogas, surgem momentos de indecisão continua ou não continua, e a adrenalina corre pelas veias como lava incandescente. Tudo resultado do conjunto desenhos-detalhistas-roteiro-feroz.

A alternância de estilos é evidente e agrada a uma gama diversa de públicos. Os que gostam unicamente de ação, vão encontrar momentos sanguinários com backgrounds dramáticos elaborados, enquanto os que se amarram em tramas intricadas, vão ver na jornada infernal e demoníaca de Itto, uma das histórias mais complexas e cheias de facetas que já viu. Os que ainda gostam de tramas mais delicadas, contemplativas, poderão se focar na tocante relação pai e filho que é narrada magistralmente nas mais de 7 mil páginas da série.

Os personagens são muito bem construídos. Sério, até demais! Lá pela edição 7, o leitor já vai estar se achando conhecedor da dupla Itto & Daigoro em sua totalidade. Mas, tudo não passa de artifício dos autores. A narração até a edição 9 é praticamente a mesma em todos os volumes: um punhado de histórias aparentemente soltas e desconexas narrando aspectos diferentes do Japão da época da Era Edo (a trama se passa mais ou menos entre os anos de 1660 e 1670), além de narrar os serviços cumpridos por Itto, sempre pelo preço de 500 ryôs. Tudo isso somada a uma história mais importante, que conta um fato do passado do Lobo Solitário. Mas, exatamente na edição 10, a história dá uma virada dramática absurda. Ela narra uma investida monstruosa dos Yagyu pra cima de Itto, contando inclusive com a presença de um do maior vilão da trama: Retsudô Yagyu.

Eu não lembro exatamente onde estava quando terminei esse volume, mas lembro que olhei pra cima e gritei um Ahhhhhhhhhhh… violento enquanto retesava as mãos, para logo depois olhar para os lados querendo saber se alguém havia me taxado de maluco. Sim, o impacto é tamanho, e à partir dali você sabe que sua vida nerd nunca mais será a mesma.

 

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Tudo isso, somado a inúmeros detalhes quase escondidos, contribuem para uma grandeza inigualável de toda a jornada vingativa e o crescimento dos personagens listados ali. No início você vê Itto como um cara injustiçado, o típico heroizinho que quer ter sua honra de volta. Em pouco tempo você o visualiza como um demônio sem sentimentos, uma mão justiceira que só entra em ação caso seja generosamente pago. Nenhuma das visões está correta, embora ele tenha elementos das duas. Todas as facetas de todos os personagens só serão mostrados quando o último quadro é visualizado, o último balão lido, pois o roteiro guarda surpresas a todo o momento. Mesmo estando no caminho da Meifumadô, não mais seguindo regras ou preceitos, Itto ainda pode ser considerado um samurai. Na verdade um dos últimos samurais genuínos, visto os tempos especialmente corruptos em que está passando o Japão. Sua honra e lealdade, além da preocupação com vidas inocentes, é uma das maiores provas de que mesmo caminhando no inferno, mais próximo da figura de demônio do que a de um samurai.

Mas o destaque vai para Daigoro. Se um dia você ver um personagem-criança melhor que ele em algum filme/HQ/qualquer-lugar por aí, me avise. O guri me fez ir contra meus princípios e me deu vontade de ter um filho, fato inédito na minha vida. Seu crescimento ao longo da história é o símbolo de que os anos estão passando, além de ter sido o motivo para o encerramento da história pelo seu escritor. Com o tempo ele acabaria por perder a sua pureza infantil, e isso mataria metade da grandiosidade da história, além de torna-lo inútil. Ao menos assim pensou Kazuo Koike…

Daigoro também é o responsável pelo momento em que mais chorei lendo um livro/HQ na minha vida: a hora em que ele, chorando copiosamente, lambe as feridas do pai, querendo desesperadamente salva-lo, já nos momentos finais da jornada dos dois. A cena é um símbolo de todo o papel que o filho desempenhou em toda a história, passando de mero espectador de todas as mortes que o pai causou (às vezes virando até escudo) para um coadjuvante, uma legítima cria de lobo. Também é emocionante o conto Aqui estou para proteger, presente na edição 27, em que Daigoro mostra que está disposto a dar a vida para cumprir os pedidos do pai. Ele se põe na frente de uma carroça a toda a velocidade para proteger as espadas de Retsudô e Itto, fincadas no chão, como símbolo da trégua do combate entre eles. A atitude dele acaba por inspirar o povo de Edo, que estava fugindo de uma tragédia…

E taí uma das características mais marcantes e únicas desse mangá: os autores não se prendem somente em apresentar fatos em ordem cronológica (mesmo que às vezes essa ordem seja invertida), eles ampliam tudo, e criam backgrounds profundos para personagens aparentemente insignificantes. O arco final da trama, com seus nove volumes mais ou menos, é uma sucessão de tramas paralelas e acréscimos de personagens interessantes, que mostram que Edo, antigo nome de Tóquio, é tão vasta quanto o resto do país. 

E falando em final… a série de arcos que encerra Lobo Solitário é uma das coisas mais bem arquitetadas que já li. Ao invés de um fim abrupto gerado por cansaço de autores (razão do fim de vários mangás de sucesso), ou falta de vendas (que geralmente atinge obras mais adultas e complexas), Kasuo Koike preferiu termina-lo para manter a essência da obra intacta, o que ele conseguiu com louvor.

 

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O mangá também mostra diferenças gritantes entre a Cultura Japonesa (com elementos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo), e a Ocidental. Também é uma ode ao modo de ser dos samurais, e de como eles são superiores física e espiritualmente às outras classes da rígida estrutura social japonesa. E daí surgem situações incomuns, como o momento em que Retsudô dá abrigo para Itto, ou que um ajuda o outro em um momento de tragédia em Edo, coisas essas incompreensíveis sob inúmeras outras culturas, em que os combates mais parecem brigas de mendigos cascorentos. Em alguns momentos o fim aparenta o encerramento de Kill Bill (na real, sabemos que é o contrário, mas tudo bem…), em que você não sabe se torce pra Beatrix, ou pro próprio Bill. Retsudô não chega a ser tão carismático quanto Bill, mas nos momentos finais da trama deixa de ser o tigre desprezível que é, e assume um manto um pouco mais honroso. No mínimo você vai torcer para que ele tenha uma morte honrosa de samurai…

O fechamento de todas as pontas soltas, a inclusão de personagens e tramas novas (um dos personagens que entram no final, é uma das coisas mais repugnantes que você já viu, e mostra que alguns, ao invés de se desenvolverem com os conflitos, regridem, ao mesmo tempo que mostra a superioridade dos samurais), e as sucessivas reviravoltas, além dos detalhes da administração do governo japonês, são um exemplo do nível superior que quadrinhos podem alcançar.

Ao final, os dois inimigos mortais - Itto Ogami e Retsudô Yagyu -, despidos de todos os artifícios que poderiam possuir, e sozinhos (Itto, ao menos, ainda tem Daigoro), se enfrentam, num duelo épico, simples e único, ondo ganham os espectadores mais importantes, impassíveis, sabendo que o resultado da luta é mais importante para o Japão que a vontade do Xogum.

Os quadro finais são como um poema. Os dois se estudando, após gastarem todas as energias possíveis nos embates anteriores, esperando um vacilo do adversário, é épico demais. Todo o resto de Edo mal consegue dormir ou respirar, sabendo das consequências que podem se originar do embate entre dois monstros não-humanos, animais representados por um lobo e um velho tigre. A sucessão de clímax culmina com duas das páginas mais perturbadoras e enigmáticas que você vai passar o olho na vida, gerando múltiplas interpretações, cada uma de acordo com o nível de absorção da obra do leitor.

Mas o fato é que, após chegar a tão emocional e potente fim, você não será mais o mesmo. A sensação é que eles são parte do seu mundo, você torce pelo Lobo e seu Filhote, são seres honrados obrigados a adentrar no inferno para vingar furiosamente os que lhes prejudicaram. A melancolia da batalha final te afeta como um golpe horizontal matador, mas você resiste, é um mero espectador… vê uma pequena, mas intensa luz no fim do túnel; vê sentimentos onde antes havia só sangue, vê respeito onde só havia ódio, vê lágrimas onde antes só havia veneno…

As duas palavras finais, lentas, pausadas, formam uma das frases mais pesadas do reino da Nona Arte. Talvez você não tenha total certeza do que elas significam, mas se agarra a sua interpretação quanto um samurai se agarra a sua honra. Porém, no fundo, no fundo, só há uma certeza: se existe um Olimpo Sagrado das obras em quadrinhos, Lobo Solitário está lá, reflexivo, olhando para baixo, sem arrogância, não entendendo o porquê de muitas HQs buscarem a perfeição por caminhos tão idiotas, alcançando resultados pífios…

PS: Aguarde para breve a resenha dos filmes da série!

 

Lobo Solitário

Roteiro: Kazuo Koike

Arte: Goseki Kojima

28 volumes de aproximadamente 300 páginas cada

Nota: 11

13 Comentaram...

AndréBetim disse...

Parabéns pelo post, conseguiu transmitir com fidelidade a beleza e a importância desta magnífica obra.

Eu chorei tb ao ler o vol.17, qdo Ito Ogami, já tendo se banhado no sangue de centenas de homens, mulheres e crianças, sem denotar emoção, chora copiosamente debruçado no cadáver de seu discípulo. Ali, naquele terreno varrido pelo vento, tenho a impressão que o Lobo vislumbrou verdadeiramente o inferno. Matar seu próprio discípulo...que destino terrível.


Mudando de assunto. Se gosta tanto de os Invisíveis, pergunto: Já leu Patrulha do Destino? É excelente.

Anônimo disse...

Não existe mangá melhor que Berserk u.u

Mas vou querer ler esse também. xD

Ariane Neuhaus disse...

Nossa. Entrei no blog só pra dar uma olhadinha e acabei lendo todo o seu post. A série parece ser incrível, vou procurar saber mais sobre ela. Fiquei me coçando de vontade de ler. E olha que nunca li nenhum mangá.

Sinceramente, parabéns pelo post.

AndréBetim disse...

Gosto tanto de Lobo Solitário que além da coleção completa da Panini ainda tenho as edições da Cedibra (tamanho americano), Sampa e Nova Sampa. Tenho vontade de comprar outra serie completa da Panini e deixar fechado no plástico!

Felipe disse...

Será que sai um link para download no anarquia?

Ernesto R. Pereira disse...

Olá Felipe.
Parabéns pelo artigo. Concordo com todas as palavras. Uma das resenhas mais completas e merecidas desta obra. Recomendo a leitura do Samurai Executor.
Abraços e fico no aguardo da sequência.

Murilo Andrade disse...

Vou tomar vergonha na cara e comprar a coleção completa na Submarino!

Anônimo disse...

Obrigado, Filipera, por divulgar esta obra-prima dos quadrinhos. Onde tanta gente vê arte, temos apenas apelação e deboche (ao leitor). Quem vê o mainstream e julga levianamente é porque Não teve contato com a excelencia! O Lobo Solitário tem um das melhores historias de todos os tempo. Se a HQ japonesa deve um tanto a Osamo Tezuka (leia Nausicaa e Buda, recomendadissimos) o mais deve a Koike e Gojima. Pra mim, Lobo Solitário e Filhote tem sua leitura anual obrigatória assim como Senhor do Aneis, Duna, Sandman e outros.

Murilo Andrade disse...

Meus principios: evitar casar e ter filhos.

Anônimo disse...

Nao é nem metade do que voce alardeou. Deixar o fanboyzismo de lado é bom nessas horas.

Anônimo disse...

Como você, eu realmente sou muito fã dessa saga, que me foi apresentada por uma amigo que é alucinado por ela.
Deveria ser leitura obrigatória para todos aqueles que acham que HQs só tem bobagem ou são coisa de criancinha.

Agronopolos disse...

Perfeito

Mas arranjava as paginas que ilustram a materia com a versão Brasileira
O Povo ia gostar

Anônimo disse...

Eu era um gibimaníaco até conhecer o Lobo Solitário quando foi publicado pela primeira vez no Brasil pela Cedibra... após ler o primeiro número, peguei todas as minhas caixxas e mais caixas de gibis e as joguei fora.. "como pude ler esse monte de lixo antes?"... Kozure Okami é parte de minha vida, até hoje não consigo ler mais gibis, nem mangás se depois da primeira página eu não estiver babando.. e com o Lobo Solitário foi isso, babei na primeira página... nunca mais isso aconteceu, não teve outro que pudesse ao menos se comparar a ele.. a mesma coisa acontece comigo quando ouço música "clássica", depois que ouvi a peças de Chopin ao piano, não consigo ouvir mais nada... e assim a coisa vai...

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