quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

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Destaque HQ









Por FiliPêra


Planetary - Mundo Estranho
(Planetary 0 a 4)


Roteiro: Warren Ellis
Arte: John Cassaday



Dessa vez no Destaque HQ traremos para você o primeiro volume da série mais inteligente do badalado selo Wildstorm, presidido por Jim Lee

Uma estrura gigantesca e misteriosa financia um grupo (na verdade os agentes de campo reumem-se a três) de seres especiais que estão desvendando a história secreta do século XX. Mesmo que para isso tenham que passar por ilhas com monstros, conhecer fantasmas urbanos, alienígenas e o Apocalipse.





Logo de cara percebemos o maior mérito de Planetary: a série não zomba da inteligência do leitor...muito pelo contrário; a desafia constantemente. São muitas as referências construídas pelo roteiro inteligente e instigante de Warren Ellis.
Mas vamos do início. Toda a história mais ou menos começa com a chegada de Elijah Snow ao grupo conhecido como Planetary. O que parece uma simples contratação já chega rodeada de mistérios, com segredos ficando para ser explicados depois. Percebemos que pelo que parece Elijah já teve alguma relação passada com os outros membros do grupo (ou com algum deles pelo menos).
A série apesar de divertida e com ação, necessita de um conhecimento prévio de quadrinhos e literatura pulp para ser completamente assimilada. Na primeira história vemos um grupo de super-heróis (todos essas figuras foram baseadas em heróis pulp, que vão desde Doc Savage até o Tarzan), que criando um supercomputador acabam por trazer uma ameaça a nossa realidade (representada por heróis de outra realidade, que foram inspirados nos membros da Liga da Justiça...mas essa referência é bem fácil).
As outras histórias vão permeando esse tom, mostrando lendas urbanas como fantasmas, OVNIS e monstros gigantescos no Japão (numa claríssima referência a Godzilla e todo o séquito de monstros japoneses).
Mas o que parece um grupo de histórias que trazem como única conexão a presença do trio (mais ou menos como pode ser visto com outra obra de Ellis: Frequência Global) começa a mostrar conexões entre seus capítulos, como a verdadeira relação de Snow com os outros membros do grupo: Jakita Wagner, mulher de força e inteligência sobre-humana; e o Baterista, sujeito que se comunica com as máquinas, mas que possui uma certa insanidade.
E é claro o que parece ser o maior mistério de todos: a identidade do Quarto Homem; o indivíduo que financia toda a super-estrutura do Planetary e que pode ser qualquer um, desde Bill Gates até Hitler, de acordo com os próprios membros do Planetary.
Destaque também para a arte que mescla muito bem aspectos cartunescos, com belas expressões e magníficas cores.
Já deu pra perceber que Planetary não é uma série qualquer, e traz inúmeras referências que dependem de um pouco de conhecimento e cultura para poder ser 100% compreendido, mas que ao final da leitura traz aquela sensação de "clássico".





Nota: a série voltou a ser publicada pela Pixel Media (antes passou pela Pandora e pela Devir) que continuou do ponto em que as outras pararam. A publicação ocorre na Pixel Magazine, um Mix de muito boa qualidade.

Nota: 9

1 comentário

ANDF disse...

É uma história bem legal.

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