quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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Besouro

 

Besouro pode ser um filmão ou simplesmente mediano, tudo depende do que você espera dele. Obviamente ele foi vendido como um filme de ação, com coreografias de luta elegantes e requintadas, muito diferente do “normal” em filmes nacionais, onde a técnica fica para segundo plano.  E Besouro tem tudo o que promete… embora em doses menores do que provavelmente você está esperando e acompanhou pelo material divulgado.

E por esse motivo ele se assemelha bastante a O Tigre e o Dragão, guardadas as devidas proporções. Está mais para um filme pacifista, reflexivo e com elementos amorosos do que propriamente uma hora e meia de pancadaria que quebra as leis da física sem dó. E é aqui que está a possível faca de dois gumes: a história é simples do início ao fim, com personagens simplórios, mas que funcionam para o propósito do filme sem problema nenhum, mas fica a impressão que poderiam explorar melhor o conceito de capoeirista no estilo Wuxia, que foi a idéia vendida desde o início, como você viu no nosso preview

Besouro é o típico herói relutante que com o decorrer da história vai “crescendo” e ficando mais consciente da sua missão. Principalmente após passar por certas provações. Ele é um escravo, e vive numa fazenda de cana-de-açúcar no recôncavo baiano, que tem um coronel dos piores, e um capataz ainda mais sinistro. Após a morte do seu mestre de capoeira, Alípio, ele foge para a mata e tem contato com os orixás, que o treinam para que ele inicie uma luta em favor dos escravos e contra a cultura escravagista - que persistia em pleno século XX.

 

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Antes mesmo de estrear Besouro já é destaque por um motivo: é pioneiro no sentido de fugir do lugar-comum do cinema nacional, recheado de filmes sobre bandidagem (da qual saíram pelo menos duas obras-primas, Cidade de Deus e Tropa de Elite), filmes sobre o Nordeste (que geraram o filmaço Cinema, Aspirinas e Urubus), comédias com atores da Globo (nada de muito bom por aqui) e outras coisas que você está careca de ver (ou de ouvir falar). Besouro é um filme de ação clássico, com narrativa fortemente calcada na mais-que-conhecida jornada do Herói.

Mas ele vai ainda mais além e possui uma técnica primorosa, aliado a um trabalho de fotografia que é um show à parte. Somente as cenas xamânicas, em que Besouro incorpora animais e vemos tudo numa visão em primeira pessoa, submergindo na água, pulando como um sapo, ou voando como um inseto, já valem o filme. Mas o filme tem mais, muito mais. Os longos minutos de silêncio absoluto, quando o herói entra em contato com orixás, aliado a uma narrativa e uma edição eficaz, são algumas das melhores sequências que vi no cinema nacional nos últimos tempos. A predominância do amarelo também é destaque, assim como a caracterização primorosa dos orixás.

Só senti falta de mais cenas de luta, afinal estamos falando de um herói capoeirista “que avoa”. A luta de Besouro pela libertação de seu povo é um pouco mais subjetiva do que aparenta, e suas ações são mais para incentivar aos escravos que lutem (mesmo que muitos deles nem o apóiem) do que propriamente cair na mão com tudo quanto é jagunço. É claro que a forma como as ações subversivas dele inspiram os escravos a lutar é bem interessante, mas a narrativa acabou não focar nem a subversão nem a pancadaria, o que resulta num vazio no roteiro.

Faltou também A luta final. Não sou tão fã de narrativas simplórias, com início-meio-clímax, mas se um filme tem início e meio normais, espero um clímax digno, e não tive um. A sensação de decepção foi mais ou menos parecida com a que senti ao terminar de ver Matrix Revolutions, embora o derradeiro capítulo da saga de Neo tenha sido brochante, o que não foi o caso aqui!

A própria história tem lá seus defeitos. O triângulo amoroso entre os amigos de infância Besouro, Quero-Quero e Dinorah não é lá dos mais bens construídos, e mais serve para colocar elementos amorosos no filme do que propriamente para enriquece-lo. A sucessão de momentos Besouro destrói algo, e os fazendeiros o perseguem também cansa em alguns momentos, mesmo que seja tudo muito bem executado, e com uma boa narrativa que não tem qualquer problema em chutar as regras da linearidade, misturando lembranças e pensamentos em tudo.

 

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Mas se Besouro em parte falha como uma experiência cinematográfica - principalmente no quesito história - ele acerta em cheio como uma experiência visual, assim como um belo retrato da cultura negra e da capoeira. Nesses elementos a ênfase no visual acima da história se mostra uma aposta correta, que gera resultados como a belíssima cena de luta na árvore, desde já uma das coisas mais grandiosas que já vi no cinema nacional. Mas quem for esperando um samurai à brasileira vai se decepcionar. Mas que a iniciativa seja vista com bons olhos por produtores e diretores no nosso tão repetitivo cinema.

 

Besouro (Brasil, 2009)

Diretor: João Daniel Tikhomiroff

Duração: 95 min

Nota: 7,5

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Os melhores dubladores do Japão

Por Murilo Andrade, do Humorragia 

 

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A dublagem japonesa é reconhecida por sua extrema qualidade. Os atores que emprestam (ou melhor, comercializam) suas vozes, ganham fama e aparecem em programas de TV para comentar como encarnam seus personagens. Grande parte do sucesso vem do excelente trabalho deles, porque, sem desmerecer os animadores, um ótimo personagem dublado por alguém sem muita expressão ou com uma voz que não combine, estraga qualquer série, independente da sua qualidade. Refletindo essa aceitação (que é bem maior que no Brasil, onde quase não sabemos quem esta atrás dos personagens) a Oricon, orgão de pesquisas do Japão, fez uma com o intuito de descobrir quem são os dubladores favoritos pelos japoneses.

1. Nobuyo Ōyama (Doraemon/Doraemon)
2. Akira Kamiya (Músculo Total/Kinnikuman)
3. Masako Nozawa (Dragon Ball/Goku, Ge Ge Ge no Kitaro/Kitaro)
4. Yasuo Yamada (Lupin III/Arsène Lupin III)
5. Minami Takayama (Detective Conan/Conan)
6. Kōichi Yamadera (Cowboy Bebop/Spike Spiegal)
7. Noriko Hidaka (Ranma ½/Akane Tendo, Inuyasha/Kikyo)
8. Mayumi Tanaka (One Piece/Luffy)
9. Megumi Hayashibara (Evangelion/Rei Ayanami, Slayers/Lina Inverse)
10. [Empate] Keiko Toda (Anpanman/Anpanman)
10. [Empate] Aya Hirano (Haruhi/Haruhi, Fairy Tail/Lucy, Death Note/Misa Amane)

Como dá para se ver não houve grandes surpresas, a maioria já é mais veterana na área, sendo uma das pouco exceções a Aya Hirano. O restante é bem conhecido e entraram merecidamente na lista.

 

[Via Anime Pró]

terça-feira, 10 de novembro de 2009

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Promoção “Watchmen - The Complete Motion Comics”

 

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É hora de outra promoção aqui no NSN (e CADÊ os vencedores das outras duas? Se manifestem logo ou passaremos os prêmios para os segundos colocados). O prêmio serão quatro DVDs Watchmen - The Complete Motion Comics, uma versão animada com cinco horas da graphic novel definitiva de Alan Moore.

E para colocar as mãos em um desses quatro DVDs é BEM simples: responda as perguntas abaixo, mande as respostas para nerdssomosnozes[at]gmail.com, e deixe um comentário abaixo nos avisando que mandou (para todos verem quem foram os quatro primeiros). Portanto, sejam RÁPIDOS!

 

Quem é o escritor da História em Quadrinhos Watchmen?

a) Alan Moore
b) Jerry Siegel
c) Machado de Assis
d) Stan Lee
e) Neil Gaiman

 

No enredo de Watchmen, qual personagem é considerado um semi-deus?

a) Super Homem
b) Dr. Manhatan
c) Mun-Rá
d) Rorschach
e) Galactus

 

Na história, como é conhecido o grupo anterior aos Watchmen?

a) Liga da Justiça
b) Os Minutemen
c) X-men
d) Turma da Mônica
e) Quadrilha da Justiça

 

A história de Watchmen tem início com a morte de qual personagem?

a) Michael Jackson
b) Coringa
c) Odete Roitman
d) Comediante
e) Rorschach

 

Qual publicação considerou Watchmen como um dos 100 maiores romances desde 1923?

a) Veja
b) Super Interessante
c) Playboy
d) Época
e) Time Magazine

 

Só um detalhe: o resultado da promoção sai em sete dias, embora ache que não vai ser necessário nem sete minutos para ela terminar! Para mais coisas interessantes sobre o DVD, é só acessar o Twitter do lançamento.

PS: Não fui Eu que elaborei as perguntas e nem as opções!

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Ladytron - Andróides com Coração

 

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Nunca fui muito fã de música eletrônica. Sempre a encarei mais como um combustível para festas malucas do que como um movimento musical genuíno. Com exceção de um Prodigy aqui, ou um Fatboy Slim ali, considerava tudo genérico, nada mais que bate-estaca. Até que um dia um novo mundo se abriu e me fez olhar a música eletrônica de forma diferente. Tal dia foi quando me deparei com uma música do Ladytron, que se não é o melhor grupo de música eletrônica do planeta, é o que faz as canções mais belas. A minha sorte é que a música que acabei ouvindo, é justamente a mais linda balada que já tinha escutado em anos: um dueto com direito a assobios e alternância da voz masculina e feminina e diversas camadas sonoras sobrepostas. Ideal para ouvir naqueles dias chuvosos e solitários. A música em questão é Versus, e se você ainda não ouviu, considere-se um pecador e clique no link para pedir perdão. De volta? Pois bem, continuemos...

O nome Ladytron faz referência a uma composição do grupo Roxy Music, que lá pela década de 70 já incluía em seu repertório canções quase que pioneiras contendo alguns elementos de punk e tecno, aliado a um pouco de world music. Em 98 o Ladytron, a banda, surge, quase que com a missão de causar barulho parecido com o de seus inspiradores. O resultado é ainda melhor que a encomenda, embora diferente. Enquanto o Roxy fazia um art rock lembrando algo parecido com o que o Beirut faz hoje, o Ladytron é uma mistura da rudeza sonora primitiva do Kraftwerk com elementos pop do Pixies, somados com pitadas de Portishead.

A composição da banda - de Liverpool - é tão diversa quanto os arranjos aparentemente monocromáticos de suas músicas: metade do grupo é formado por homens - Reuben Wu, descendente de chineses, e Daniel Hunt - e a metade feminina é composta por Helen Marnie e Mira Aroyo. Com exceção de Mira, que é búlgara, todos são ingleses (Helen é escocesa).

De um modo geral, o Ladytron é um Kraftwerk com um pouco mais de ênfase nos vocais. Ao menos foi essa a mensagem transmitida nos dois primeiros álbuns, 604 e Light & Magic. A história que cerca a gravação do primeiro álbum, inclusive, é lendária: os integrantes se reuniram em um estúdio primitivo com as canções já prontas, e juntamente com o produtor, gravaram os vocais, para logo depois usarem códigos de rascunhos de um software de edição de áudio e criarem os ruídos dos sintetizadores. Tudo num prazo de pouco mais de duas semanas. Com o lançamento de Light & Magic o grupo alcançaria o mainstream... A virada na sonoridade no quarteto veio em Witching Hour, que incorporou guitarras e uma metralhadora de singles que fez os álbuns anteriores soarem como experimentações (o que em essência realmente eram). As sonoridades novas, contudo, não serviram para expulsar o som mezzo industrial dark, com elementos de eletropop presente nos dois CDs anteriores, mas unicamente para somarem-se e formar algo quase novo.

 

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O resultado é que Witching Hour consegue superar todos os outros dois, e ainda marcar o início do que seria a estética visual do grupo: roupas pretas, e expressões robóticas. Tudo isso ocorreu devido ao trabalho do quarteto ter caído nas graças de um público que eles nunca gostaram: basicamente hits de Light & Magic (como a própria música título e Seventeen) viraram trilha sonora de desfiles de moda e festas adolescentes, o que levou a uma adequação nos elementos que compunham o som da banda, que receberam um upgrade de guitarras e canções ainda mais elaboradas. E embora se esperasse que a aposta causasse efeito contrário - já que teoricamente suas músicas deixaram o tom obscuro para trás e receberam algum movimento, aproximando-os um pouco mais das pistas de dança - a visão do grupo se mostrou verdadeira: as canções de Witching Hour fizeram absurdo sucesso em subúrbios londrinos, mas abandonou os ambientes que queriam deixar para trás.

Mas se Witching Hour é uma obra-prima, assim como 604 (Light é o mais fraco do Ladytron, mas ainda muito bom), ele serviria apenas como uma preparação para o melhor álbum de música eletrônica na minha modesta opinião (opinião de quem não tem tanto conhecimento assim, como deixei claro): Velocifero, que justamente termina com Versus! É quase dicotômico ouvir músicas românticas como They Gave You a Heart ou petardos Predict The Day, embalado por batidas secas, aliadas a conjuntos sonoros pouco usuais. Tudo somado a a alguns esparsos vocais em búlgaro cantados por Mira. No fim, o resultado se mostra bem bastante interessante.

 

 

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A primeira audição pode causar estranhamento para quem não está acostumado a experimentalismos eletrônicos. É uma barulheira só, com vocais carregados, sujos - mas belos, presente de Helen, que canta a maioria das músicas - e diversos, com momentos em que não tocam nada mais que ruídos bizarros como microfonia. Parece uma conversa de robôs inteligível, mas é apenas o inventivo álbum de estréia de uma das bandas mais intrigantes da música eletrônica.

Logo de cara, com a música Mu-Tron, um instrumental que parece uma série de ruídos saídos de uma competição de Super Truck, cadenciado por uma bateria eletrônica, se tem a impressão de que não se chegará ao final do disco. Discotraxx continua o estranhamento, com uma abertura ditada pelos vocais da Mira, em búlgaro, sucedido por minutos de diversas camadas sonoras prensadas como um sanduíche (recomendo um fone de ouvido) preparando o momento em que a robótica voz de Helen é escutada pela primeira vez. É sombria e ao mesmo tempo, bela, como é mais ou menos o tom de todo o álbum. Another Breakfast With You é como uma continuação, mas com barulhos um pouco mais elaborados. Depois, outra instrumental: CSKA Sofia. Pule essa, esses pouco mais de dois minutos não vão fazer falta.

Logo após esse quarteto de músicas pouco balanceado - duas instrumentais e outras duas que mais parecem continuações uma da outra - o CD se enche de referências. Paco! é como uma versão latina de uma canção cheia de sintetizadores, com alguns sons que lembram batidas carnavalescas. Logo depois ela dá lugar a Commodore Rock, que cumpre mais ou menos o que a canção diz: é rocker, mas sem precisar dar lugar a potentes guitarras. Os vocais também acompanham a proposta, soando como as últimas palavras de um robô antes de um curto circuito, mas entoado num forte e carregado linguajar búlgaro (ou algo assim, já que joguei no Google Translator e nada de tradução). 

Zmeyka é como uma marcha instrumental do Nine Inch Nails, mas um pouco menos climática. Serve como um interlúdio para a segunda parte do disco, mais redonda que o experimentalismo inicial - o que de cara vai contra as "regras" mais tradicionais dos álbuns. Playgirl é o mais próximo que o álbum tem de um single, com uma letra sobre uma garota dançando num mundo desolado. A canção é adocicada, e mesmo sendo unicamente eletrônica, tem uma levada meio retrô.

Essa segunda metade é com certeza mais balanceada: I'm With Pilots é outra grande canção, com temas futuristas e tudo mais; porém a próxima música, This is Your Sound é mais agitada, sexy e ritmada - mas nem por isso tão melhor. He Took Her to a Movie é um conjunto de frases hipnóticas, com barulhos de aquário ao fundo, e um clima meio agitado como uma cidade no fim da tarde. Depois outra instrumental: Laughing Cavalier. É como o som da tensão pré-guerra, mas bem curta.

 

Da trinca final se destaca Ladybird, a mais pop do CD, e faria uma bela dupla se viesse logo após Playgirl. Jet Age é apenas OK, e bem parecida com Discotraxx. A despedida vem com Skools Out..., que e é perfeita, com ruídos em um tom único, somente servindo de acompanhamento para o tom gospel da voz de Helen, que foi devidamente duplicado na pós-produção.

604 é o debút que meio mundo de artistas da música eletrônica dariam todos os seus iMacs para ter igual. Feito artesanalmente (ao menos é o que diz a lenda), mas com identidade própria, não devendo em nada (tá bom exagero, mas deixa pra lá) a outros lançamentos do gênero. Não chega a ter UM hit supremo, daqueles que vão te fazer apertar repeat por dias, mas com certeza é um trabalho balanceado, que vai exigir um pouco de tempo para ser devidamente assimilado.

 

Lançamento: 1999

Top 3 do Álbum: Ladybird, Skools Out e Playgirl

Nota: 8

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Light & Magic

Pra vocês verem como o mundo é estranho: esse segundo álbum foi o responsável por levar o Ladytron ao status cool que ele tem, espalhando sua música por tudo quanto é canto, inclusive em lugares moderninhos, como boates e desfiles de moda... mas é o mais fraco deles, com certeza. Motivos para isso não faltam: o clima dark e rústico deu lugar a batidas um pouco mais envolventes (a própria capa branca, em contraste com feiosa capa do CD anterior, com jeitão de pôster de filme da Europa Oriental), vários hits (inclusive um chamado Seventeen), e o nascimento da "Onda Electro" pelo mundo. Tudo isso contribuiu para o sucesso de Light, sucesso muito maior que o do lançamento 604.

A abertura é contida, com True Mathematics, que não faria feio numa pista de dança, se colocada a todo volume. Destaque para os vocais da Mira (precisa dizer que é em búlgaro?!), soturnos e românticos. A segunda música é logo o petardo que espalharia Ladytron pela cena, como catapora se espalha em creche: Seventeen. A música é basicamente a repetição de um mantra falando sobre a adolescência e a idade adulta, criando um aparente contraste. É o tipo de música que toca em bares "sofisticados" e não fez sucesso à toa. Mas ainda assim está longe de ser a melhor do álbum.

Flicking Your Switch forma dupla com Fire, e soa como Kraftwek com um pouco mais de ritmo vocal - graças ao fato de termos mulheres cantando, mas não chega a incendiar (toma trocadilho!). Turn It On é Daft Punk purinho, com uma overdose de distorção... e ainda assim é chata. Na verdade, com exceção de Seventeen, todas as músicas desse início o são. São mais sofisticadas, mas passam longe da primazia que foram as músicas de 604, soando genéricas e contidas.

 

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Blue Jeans melhora a coisa, apesar do seu clima de festa adolescente, e de ser um pouco maior do que deveria. A primeira música foda de verdade do álbum é Cracked LCD. É provavelmente o mais próximo que o pop-robótico do Ladytron pode chegar do psicodelismo, com vocais duplicados, sons meio transcendentais e indecifráveis. A letra segue essa linha, com relatos sobre o tempo e estações do tempo, e o mantra Cracked LCD sendo repetido todo o segundo.

Daí para frente há uma explosão das batidas, o que não é necessariamente bom. Black Plastic e Evil são boazinhas e podem servir como trilha sonora para aquela noite de falatório regado a bebidas com os amigos. Startup Crime é tão fodona quanto Cracked LCD, e tem uma guerra de sintetizadores que se impõem. Tudo embalado pela voz calma e doce de Helen. É a melhor música até aqui.

Nuhorizons explode tudo de novo, e expõe um pouco de influências do hip-hop, acompanhadas de mais distorções. É boa, mas não se sobressai. Cease2exist é um lindo convite a reflexão: Você vive na canção de alguém/Você já foi há muito tempo/ ou não é suficiente?. Tudo com um vocal arrastado, sensual e distorcido ao extremo. Re: Agents também é fantástica. É dançante, mas ainda assim reserva umas boas inovações na instrumentação do grupo, além de contar com uma letra interessante sobre a vida na cidade e das rotinas de trabalho, que são piores que seu tempo de criança. Na verdade infância e adolescência são temas recorrentes do álbum.

 

Light & Magic é a melhor música do álbum, fácil. Agitada, ousada e consistente. Mais uma vez soa como um aviso sobre a situação da vida adulta, e de como ela é um marasmo nos dias de hoje. O encerramento vem menos climático, porém muito melhor que qualquer coisa do início desse CD. E é de The Reason Why essa missão, a qual cumpre com louvor. O clima é alegre se permite até um lálálá, no final da música.

No geral o álbum é bom, mas é inferior a todos os outros. Parece que nasceu da vontade do Ladytron de cobrir o mundo com seu eletropop, o que de certa forma eles conseguiram. Mas analisando a discografia como deles como um todo, fica claro que L & M foi um passo para a qualidade colossal que eles atingiriam daí por diante, elevando sua sonoridade para praias que ninguém conseguiria alcançar. Foi quase uma saída à la Lênin: Um passo atrás, para dois à frente!

 

Lançamento: 2002

Top 3 do Álbum: Cracked LCD, Startup Crime e Light & Magic

Nota: 7

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Witching Hour

Após dois álbuns diferentes-mas-parecidos entre si, o Ladytron foi navegar em águas ainda mais longínquas das que adentrou no seu CD de estréia. Com a jogada, eles acabaram se tornando mais pops e com mais personalidade, deixando para trás, em parte, toda a estética puramente eletrônica, e incorporando inclusive guitarras em suas canções. O resultado é belo, na verdade uma semi-obra-prima, mesmo com o grupo continuando sua trajetória bebendo em fontes como Depeche Mode, Massive Attack, New Order e pitadas de Joy Division.

As portas são abertas com High Rise, uma balada espacial etérea que já escancara que a proposta desse novo álbum é possuir arranjos mais orgânicos, limpos, menos soturnos e obscuros. A música também é agitada, deixando pra trás o estilo meio estáticos dos discos anteriores. Destroy Everything You Touch surge e mostra ser o hit para as multidões que o grupo estava buscando. A fórmula das novas músicas não tem mistério: é electro acelerado, mas mantendo uma veia andróide que o Ladytron imprimiu nos álbuns anteriores. É basicamente um massacre de batidas aceleradas e melódicas, exatamente o que o povo das pistas estava esperando. E exatamente por esse motivo a música virou aquele hit que DJs mais antenados usavam para alegrar festas.

A beleza volta com International Dateline, uma balada linda, envolvente, calma, porém ainda levemente agitada. Perfeita para se ouvir a dois, apesar da letra pesada. Os tempos ruidosos de 604 definitivamente ficaram pra trás, o que não necessariamente é ruim. AMTV é chatinha, e não fique de consciência pesada se sentir vontade de pula-la, embora depois da metade ela se torne uma boa música. A recompensa vem logo depois com CMYK, curta e instrumental. Boa para trilhas sonoras de suspenses.

 

Soft Power é tão boa quanto International, o que não é uma missão muito fácil. A voz de Helen está no ápice, sensual, porém passando longe de cantoras sexistas, como Peaches. A voz contemplativa se soma aos ruídos e backings vocais meio assustadores de uma forma interessante, formando bolos sonoros ideais para serem ouvidos várias vezes no fone de ouvido, para explodir num final abrupto, que lembra os melhores momentos de Amnesiac, do Radiohead.

Sugar é potência pura. É mais uma canção rocker e agressiva do grupo, com vocais distorcidos e ruídos mais longos substituindo as batidas. Fighting in Built Up Areas é como um rap feito na Europa Oriental seria, com alternância de vozes entre Mira e Helen, e batidas mais cadenciadas. É chata, mas não totalmente dispensável. O bom que ela dá lugar a melhor música do disco, e uma das coisas mais lindas que o Ladytron já fez: The One Last Standing! Ouvindo da primeira vez parece ser uma música das mais genéricas, sem identidade. Mas aos poucos, quando estiver plenamente gostando dela, vai ser difícil parar de ouvi-la. A letra é quase uma canção de amor, que fala sobre fugas e reencontros. É pequena, com três minutos, além de semi-lenta e aconchegante.

Weekend volta com mais força, se aproximando mais de Sugar, com quem forma uma boa dupla poderosa e roqueira, com nítidas guitarras conduzindo-a. Beauty*2 é outra das mais lindas do álbum, ficando entre a beleza e a rudeza de um electro. A sensualidade vocal mais uma vez é aparente, assim como um clima mais intimista. Destaque para a sobreposição vocal maravilhosa.

 

Whitelightgenerator é como uma canção adolescente, com uma levada pop, carregada de sintetizadores. O encerramento vem com All the Way, que pausa tudo e clama para a reflexão, já adiantando o clima de despedida, para aquele que é álbum que definitivamente mostrou que o Ladytron é o melhor no que faz, deixando para trás nomes da cena eletrônica britânica e americana. A essa consolidação veio quase sem esforços, eles simplesmente quiseram melhorar o que já era quase perfeito.

 

Lançamento: 2005

Top 3 do Álbum: The One Last Standing, International Dateline e Destroy Everything You Touch

Nota: 9

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Velocifero

Se Witching Hour (o termo é uma referência a chamada hora das bruxas do folclore europeu) é uma obra prima em todos os sentidos, Velocifero faz ainda mais. O álbum é como um The Best of da banda, reunindo elementos diversos de todos os discos passados, inclusive pequenos defeitos.

Black Cat inicia o CD com uma levada extremamente dark, superando até mesmo os momentos mais negros de 604. Ajuda o fato de Mira assumir os vocais. Seu búlgaro, ampliado por sua voz com tons graves faz um contraponto assustador com a suavidade e beleza da entonação de Helen. Ghosts é igualmente pesada, e foi o primeiro single liberado, além de possuir um videoclipe realmente bom. A letra é introspectiva, e como o título avisa, fala da fantasmas internos.

I´m Not Scared é um rockão dos bons - no estilo Ladytron, lógico - e escancara influências de My Blood Valentine, uma das bandas preferidas dos integrantes do grupo. Runway é eletropop de raiz, meio retrô, sem inovações, mas nem por isso deixa de ser boa. A postura agressiva lembra os melhores momentos do álbum anterior, além de ter sido presença certa em zilhares de casas noturnas pelo mundo afora.

 

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Season of Illusion é a música preferida por boa parte dos que ouviram o álbum, e não é para menos. A composição, na verdade, é como um oásis em meio a barulheira bem feita da música anterior e a próxima, Burning Up, uma das melhores do álbum facilmente (e uma das melhores da carreira deles), com uma batida hipnótica e meio robótica, que já virou trilha sonora de Fringe. É daquelas que vão te fazer entender o porquê de existir o botão repeat.

Após ouvir Burning Up umas 39 vezes, surge Kletva, que novamente causa estranheza por seu tom dark, seu estilo marchinha oriental, e o vocal obscuro de Mira, mesmo sendo essa uma música um pouco mais alegre que Ghosts, por exemplo. They Gave You a Heart, They Gave You a Name é linda e agitada, novamente mostrando que o Ladytron encontrou o equilíbrio entre belas canções, músicas barulhentas e as introspectivas, nunca soando chato ou pretensioso. Além disso é carregada de belos arranjos, lembrando uma International Dateline da vida.

 

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Predict The Day é outro electro hip-pop muito bem feito, lembrando Machine Gun, do Portishead. A letra fala sobre carmas de modo direto: Premedite o dia em que você sentenciará seus inimigos / Não desvie o olhar, eles estão vindo por você. A parte final do álbum reserva boas surpresas, com três músicas discorrendo sobre traições. The Lovers discorre sobre traições de forma apaixonada; Somos os amantes que você não conhece / Somos o som do seu nome fora da sala, e em Deep Blue surge Mira contando as coisas da perspectiva de uma amiga dos traidores/traídos. Tomorrow encerra a Trilogia da Traição de forma violenta: Mas eu não te odeio, ou te quero / O suficiente para te acordar. O clima soturno continua, embora mais ameno. É como o dia seguinte de um casal que um dia foi apaixonado e agora está se recompondo.

E para trazer redenção a esses momentos tempestuosos - e realistas - surge uma das coisas mais lindas que você vai ouvir em formato musical. Justamente a música que me fisgou sem volta para o mundo soturno e eclético do Ladytron: Versus. Tentar traduzi-la para o português é correr o risco de estragar a perfeição atingida aqui. E olha que estamos falando de uma música ousada, com arranjos perigosamente retrôs, com referências a canções folclóricas ao invés do tradicional pop do grupo. Felizmente o resultado é maravilhoso e brinca lindamente com a dualidade da vida, e ainda inclui um inédito vocal masculino, na voz de Daniel.

 

É o final perfeito para um álbum quase perfeito, que soube unir com maestria a fase mais conceitual do grupo com a fase mais orgânica. É a entrega ao amor de uma das bandas mais robóticas do cenário pop, e por isso mesmo o seu melhor momento.

Sim, existem andróides com coração!

 

Lançamento: 2008

Top 3 do Álbum: Versus, Burning Up e Ghosts

Nota: 9,5

Avatar Colaborador Nerd

Idéias em convergência, blogueiros e muito luxo – Nokia Camp 2009

Por Marcel Scognamiglio*, de São Paulo

 

Nokia Camp

Avançando para além da era em que se carregava quatro dispositivos que depois seriam descarregados num terminal – mp3 player, celular, câmera digital, smartphone e GPS, há uma corrida incessante dos fabricantes de celulares, que com o passar dos anos mostraram ao mundo modelos que alçavam consigo cada vez mais novidades. Se em um passado não tão longínquo assim, um telefone celular e uma câmera fotográfica eram dois aparelhos completamente distintos, hoje os dois se completam, integram-se e apresentam-se como básicos num ciclo de multimídia, presentes em qualquer celular simplório. Independente da qualidade de gravação de imagem e áudio, serve-se de ferramenta em captação; seja num flagrante no meio da rua ou para destruir a imagem de moçoilas de família.

É nesse ponto – quando em praticamente todo celular há uma câmera – que surgem as dúvidas: Qual é o melhor? Qual aparelho é o mais completo, tem a maior variedade de aplicativos, qual tem a câmera mais avançada, com a melhor resolução e que me permite inventar mais? Em outras palavras: Qual possibilita mais com maior qualidade?

No último dia 20, nós do NSN tivemos a oportunidade de acompanhar de perto um evento que se propunha inicialmente discutir, divergir e por fim convergir. Cercado por 200 comunicadores, a Nokia também se preocupou em apresentar suas propostas em stands do que existe hoje em sua autoria. Esse seria o Nokia Camp 2009 começando.

Stands referentes a cada inovação foram montados: Vídeo e Foto, Messaging, Aplicativos, e Mapas, além de um palco central, cujo comediante Danilo Gentili ia apresentar-se ao fim do evento.

 

Nokia Camp (6)

Stands

A Nokia nos mostrou que investiu pesado em todas as áreas apresentadas.

Vale destacar, porém, alguns pontos mais relevantes que trarão mudanças mais visíveis ao mercado. Porém começamos explicando brevemente a estrutura do evento que foi dividido. Foram dispostos no fabuloso andar do prédio algumas divisórias, cada uma representando um ambiente e uma inovação, de resto, o mapa é auto-explicativo.

Começamos com o stand de Imagem onde fomos muitíssimos bem recebidos pelos programadores e desenvolvedores de fotografia da Nokia, que nos apresentaram a história das parcerias da Nokia com empresas bem sucedidas no ramo da fotografia profissional. Mauro Rubens, um profissional de fotografia, nos apresentou em seguida a qualidade de suas câmeras fotográficas e de vídeo tanto para aparelhos já lançados – e é de se impressionar o desempenho de algumas câmeras integradas que geralmente tem tamanha má fama, tanto para celulares a serem lançados. Neste caso, apresentaram-nos um modelo ainda não lançado, o qual será possível tirar fotos com um ângulo de até 270º; basta tirar uma foto que a câmera trava o ângulo; basta virar a câmera para a esquerda ou direita, e então seguir tirando fotos.

O serviço da Nokia Mapas amadureceu com a funcionalidade da nova versão apresentada. No entanto, o serviço ainda é muito embolado e ultrapassado quando comparado a outro serviço grátis e de domínio gratuito como o Google Mapas, que pode ser acessado através do WiFi do próprio aparelho da Nokia.

Acerca de Messaging tivemos a apresentação de uma integração de mensagens para com os aparelhos Nokia. Um sistema mais completo para substituir o bom e velho SMS, esta é a premissa. Fomos apresentados a uma fusão – de novo a integração tomando seu espaço -, de serviços de mensagens multimídias (capazes de enviar arquivos como mp3 ou fotos além de textos) que utilizaria de forma inteligente o que ainda faz este aplicativo sobreviver. Até por que, as mensagens multimídia (MMS) perderam lugar significante antes mesmo de habituarem os usuários, já que foi muito próxima do surgimento do Bluetooth e do WiFi para os celulares.

Porém, o conteúdo apresentado no Stand por algum tempo (foi o menor stand do dia) não trouxe uma inovação do nível que esperávamos; a Nokia basicamente espera acostumar seus clientes a usar um serviço pago – além do que a taxa para envio de MMS no Brasil ainda é demasiada alta, tornando inviável citando um serviço grátis que lhe possibilita essa troca de arquivos (Bluetooth ou o já citado Wi-Fi). Aqui a Nokia peca em um ponto pequeno, mas importante para um serviço mais satisfatório para o cliente: os gastos.

 

Nokia Camp (2)

Por fim, os stands todos se reencontravam num serviço de organização para os aplicativos. Este nos foi apresentado por programadores da Nokia e consiste basicamente num ambiente – semelhante a uma “home”, a visualização destes simultaneamente. É possível configurar, por exemplo, alguns RSS que rodam e atualizam-se ao lado de uma pequena janela que mostram as horas ou seu Twitter. Customiza-los ao gosto do usuário, que por si é o principal objetivo do aplicativo. O usuário que passará algumas boas horas organizando seus aplicativos como bem entender e quiser. O serviço está disponível para os celulares mais capacitados da companhia (N95, N97 e semelhantes).

Por fim, e não menos importante por isso existia o painel central, composto por confortabilíssimos estofados virados a um palco central onde ocorreram debates das mais variadas idéias que envolvessem a postura e o papel da telefonia no mundo contemporâneo. Os lugares do centro do palco eram sempre ocupados por blogueiros que levantavam questões das mais variadas; e estes mesmos logo davam espaço para outros quando o rodízio era realizado. Da dialética toda que se propôs o stand central surgiram conclusões importantes e principalmente dicas de feedback que a Nokia ouviu com toda a atenção de um líder mundial.

No mais, o evento foi muito bem organizado para que os blogueiros tivessem a sua disposição um luxuoso espaço, buffet para que pudessem aproveitar sua tarde de sábado com: informação, expressão e principalmente convergência.

 

Nokia Camp (1) Nokia Camp (3) Nokia Camp (4)

Mais fotos no nosso Flickr

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*Marcel Scognamiglio é Músico, Cinéfilo, Jornalista, Poeta, Idiota, Viajante, Amador Sincero, Faminto e Patriota, além de ser o autor do blog Artilharia Cultural, em parceria com o nosso colaborador Luke.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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A Semana no Anarquia Nerd (22)

 

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Um mês depois, voltamos, com mais um informe do que rola no Submundo do NSN. Entre os utilitários tivemos no Anarquia Nerd um software para você comandar seu PC pelo Twitter, dicas para viagens mentais sem drogas, um verificador de links, ferramentas anti-problemas do Gmail, um programa feito especialmente para redimensionar imagens, uma lista de emoticons, um mapa que mostra como anda a internet pelo mundo, uma lista de atalhos do Windows 7, e um guia explicando sobre a nomenclatura dos releases de vídeos baixados.

Tivemos também um Torrent do filme Five Hot Stories for Her (resenha do filme AQUI), um vídeo mostrando um JPEG salvo 600 vezes, uma imagem com o melhor exemplo de DIY, um doente mental apaixonado pela Lola Bunny, revistas no Google Books, e uma HQ do Neil Gaiman chamada True Things, com Alan Moore como personagem principal.

 

Já no conteúdo NSFW tivemos Marge na Playboy americana, uma galeria de fotos épicas de Sasha Grey, uma propaganda de celular russa toda especial, e fotos das strippers falhando ao tentar distrair os mestres do Counter Strike russo.

Anarquia!

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Moon

 

É um cara que tá na lua há três e quando faltam duas semanas para ele voltar pra Terra, a coisa começa a esquentar e ele fica com sinais de loucura!!! Era mais ou menos assim que eu tentava convencer outras pessoas a assistir Moon. Na verdade era tudo que eu sabia dele, mas por diversos motivos Moon chamou minha atenção, e a principal delas é que ele parecia ser uma ficção científica das melhores. A bem da verdade é que saber mais do que isso do filme estragaria todo o clima que ele cria.

Mas não pense que o mistério é o único dos atrativos dessa ficção científica feita como nos velhos tempos, com ênfase na história, e não na pirotecnia. Primeiramente se deve destacar que a trama simplória funciona a contento. E em segundo lugar, pontos para Sam Rockwell (que já foi personagem principal de dois filmaços: Confissões de Uma Mente Perigosa e Choke), que praticamente sozinho consegue levar o filme nas mãos.

Ele é Sam Bell, um funcionário da Lunar Industries, que tem um contato para trabalhar na lua por três anos, extraindo Hélio-3 de pedras lunares. O Helio-3 é um gás raríssimo no planeta Terra que é não-radiativo, mas pode ser usado como combustível de usinas nucleares, sem deixar qualquer resíduo (isso não é TÃO ficção científica assim). Somente com o trabalho de Sam, 70% da Terra é abastecida. Faltam apenas duas semanas para que o contrato dele vença, mas coisas estranhas começam a ocorrer, como visões, aparentes lapsos de memória, e paranóia.

Mas esses não são os únicos problemas. A comunicação da base lunar está quebrada, e por esse motivo ele não pode se comunicar ao vivo com as estações em Terra, podendo somente mandar e receber vídeos gravados, cujo o destino principal é sua mulher e sua filha pequena. Em seu auxílio (e para não se sentir muito sozinho), foi criado o supercomputador chamado GERTY (com voz assustadoramente bem feita de Kevin Spacey), uma espécie de HAL-9000 menos FDP.

O ponto-chave de Moon é a claustrofobia e a solidão extrema, e facilmente a base lunar poderia ser substituída pela famosa caverna do Mito de Platão. A jornada de descoberta de Sam é muito mais importante do que a situação da Terra no futuro, ou conceitos científicos de séculos vindouros. Tudo isso vai de encontro a maioria das ficções científicas importantes, inclusive todas as que eu gosto.

 

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Não há efeitos mirabolantes, uma cena de ação sequer, ou uma projeção de como será a humanidade no futuro - sempre escancarando problemas do presente. Ao invés disso, Moon se prende na rica e empolgante paranóia de Sam. É com esse tipo de filme que Transformers e Independence Day deveriam aprender alguma coisa.

O roteiro foi escrito por Nathan Parker, à partir de um argumento do diretor estreante Duncan Jones. Toda a história é malignamente inteligente, e manipula o espectador à vontade. E não é para menos, afinal, mesmo com somente um personagem, a filme consegue ter ecos do citado Mito da Caverna, de Matrix e de todo um séquito de obras que filosofam sobre o existencialismo e as clássicas perguntas: quem somos nós? e o que estamos fazendo aqui?.

O ritmo é propositadamente lento, mas nunca cai no marasmo. A técnica é perfeita, inclusive a direção de arte, que tem bastante influência de 2001: Uma Odisséia no Espaço (e logicamente de Solaris, de Andrei Tarkovsky). Uma dessas fortes ligações é o computador GERTY, cujo o trabalho de voz de Spacey tem muitos ecos de Douglas Rain, e seu HAL. E esse é o tipo de coisa que te faz pensar que aquele pedaço de lata “sabe” mais do que aparenta e vai mandar as coisas para o inferno em breve. Apesar de ser muitíssimo avançado, seu “humor” é exibido através de uma tela com um smile malditamente diabólico.

O destaque de verdade é para o próprio Sam Rockwell. Sua atuação vai do céu ao inferno, da calma a paranóia em segundos. Além de tudo o personagem é dúbio, praticamente louco em alguns momentos. Nesse filme ele mostra que merece papéis melhores. Ele tem talento, como demonstrou nos filmes que citei acima.

O clima de suspense é forte, sem precisar apelar para as sombras e sustos do cinema-americano-querendo-ser-oriental. A todo o momento se tem a impressão de que algo sinistro está rolando e escapando dos nossos olhos. A construção da trama é bem feita, com pistas jogadas sutilmente em várias cenas, para toda a verdade vir a tona… também aos poucos, nada de longos monólogos com explicações da verdade reservados para os minutos finais.

 

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Moon não se tornará um clássico (ao menos é o que acho, afinal quem apostaria que Blade Runner seria um?!), ou será dissecado por gerações, como vários filmes que ele referencia, mas com certeza tem muito a mostrar. É um rebento do cada vez melhor cinema independente, que ensina como se fazer um filmaço com pouca grana sem parecer idiota. É o tipo de filme que vai te lembrar de um Por um Fio da vida. Que sirva de lição para os carnavalescos Rolland Emmerich e Michael Bay que acham que toneladas de efeitos especiais fazem um bom filme.

 

Moon (Reino Unido, 2009)

Diretor: Duncan Jones

Duração: 97 min

Nota: 8,5

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Abara

Por Murilo Andrade, do Humorragia 

 

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Aquelas grandes massas existiam naquele lugar há tanto, tanto tempo que praticamente todas as pessoas acreditavam que faziam parte da geografia do mundo. Obviamente, ninguém tinha conhecimento do tipo de mecanismo que elas continham.

O mangá Abara era uma obra que eu ainda não conhecia. Porém, alguns fatores me levaram a não pensar muito na hora de compra-lo. Primeiro por causa da capa, uma das mais bem feitas e atrativas que já vi. Depois porque a história se encerra em dois volumes, permitindo-me comprar a história de uma vez, mesmo que sabendo que esse seria o meu mês de maior penúria: já estava com o salário atrasado e comprei os meus já costumeiros Bleach, Naruto, One Piece e o recém-lançado Honey e Clover. Além disso, o mangá é classificado como adulto, sinônimo de que a história é ultra violenta, com mulheres nuas e palavrões. Impossível ser ruim.

Uma das coisas que mais chama a atenção em Abara é a arte de Tsutomu Nihei. Seus cenários são extremamente detalhados e grandes, influência da época em que cursou arquitetura. Seus personagens são menos caricatos que os de outros mangás, bem próximos do que são os japoneses de verdade. Os desenhos são sombrios, com uma estética cyberpunk, e só eles fazem valer cada centavo gasto nos dois volumes do mangá.

O enredo é intrigante, explicando-se aos poucos, sem a obrigação de dar todas as respostas. Tudo rola de forma sutil e inteligente, ao contrário dos filmes americanos, em que o vilão explica tudo para o protagonista na última cena. Analisando friamente é uma ficção científica até que comum no Japão, explorando o clichê da empresa que deteve grande poder político sob o mundo no passado.

A história se passa em um futuro distante. Cada ser humano carrega sem saber um mecanismo dentro de seu corpo, fruto de pesquisas para novos armamentos. De tempos em tempos, aparecem manifestações shigentai, as pessoas que acabam liberando sua forma de gaunas brancos, e começam a se alimentar das pessoas para ficarem maiores, aproveitando-se do fato de não poderem ser vistos por elas.

Após mais de 600 anos sem manifestações, um shigentai aparece. A agente Tadohomi vai atrás de Denji Kudou, um gauna negro, arma feita especialmente para eliminar qualquer gauna branco que apareça. Ele foi dado como morto e tenta fugir do seu passado trabalhando na refinaria de óleo Aburano. Depois de muito relutar, ele parte para matar o gauna da única forma possível, arrancando-lhe a costela.

 

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A luta faz com que a secretaria de vigilância Kegenriyou, responsável pela transformação de Denji Kudou em gauna, descubra que ele não está assim tão morto quanto Tadohomi dizia e enviam para capturá-lo outro gauna negro, Nayuta, que diferente de Denji é uma mulher gostosa pra caramba! O legal é que o Nihei até se esforçou pra imaginar duas cenas em que ela aparece completamente nua.

Isso que contei é apenas o começo, estou me policiando para não entregar nenhum segredo. Logo surge um outro gauna branco ainda mais devastador que o anterior, exterminando milhares de pessoas. O restante da história, sempre entrecortada, mostra as tentativas de Tadohomi, Denji e o oficial Sakijima do Departamento Correcional de impedir que o gauna devore o último mausoléu, e assim liberar todos os demais gaunas brancos, o que seria o fim do mundo. O que mais me dá raiva é que a história podia render muito mais e revelar mais coisas. Quem sabe um dia não surge uma continuação aí.

Quanto à adaptação de Abara pela editora Panini ela foi bem competente, apesar de sofrer um pouco com os neologismos de Tsutomu Nihei e o seu hábito de querer traduzir todos os termos japonês que puder, sendo a exceção a palavra gauna. Alguém se lembra de Naruto em que ela teimou em traduzir sensei por professor, quando até as crianças já estavam familiarizadas com a expressão por causa da exibição do anime no SBT.

 

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abara

A Panini também vacilou feio por ter preparado um texto que explicasse um pouco sobre quem era Tsutomu Nihei aos leitores que ainda não conheciam, suas outras obras, esse tipo de coisas. Se alguém da editora um dia passar os olhos por este post fique atento a isso.

Eu pensei em dar nota 6 a Abra, mas sua história é interessante e ele é cheio de boas cenas de impacto, além de dois momentos em que ela merecia uma nota bem superior a 6: o capítulo 10, que revela como Denji Kudou e Nayuta se tornaram gaunas negros (muito foda a parte em que Denji questiona Tadohomi se ela já sabia que aquilo aconteceria com ele) e o Digimortal, que narra o que aconteceu durante o tempo em que nenhum shigentai aconteceu. Só ele merecia 10 e um mangá inteiro só para si. Já pensou gibi inteiro do assassino profissional gauna negro? Não é nada revolucionário, mas extremamente divertido.

 

Arte e roteiro: Tsutomu Nihei
Ano: 2006
Páginas: Vol. 1 200 páginas/ Vol. 2 216 páginas
Formato: 13,7 x 20 Cm
Preço: 9,90 cada

Nota: 7 (6 para o vol. 1 e 8 para o vol. 2)

domingo, 8 de novembro de 2009

Avatar FiliPêra

Resultados das nossas promoções!

 

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O povo tá mega ansioso para saber quem faturou os prêmios das nossas promoções… e os diversos replies no Twitter e comentários nos posts só mostram isso. Então, sem demora, vamos aos anúncios.

Na promoção do Besouro, que dará dois kits do filme para os que nos convencerem por que merecem os kits com as frases mais criativas, ganharam:

1 - Vinicius Lira, com a frase: Mereço ganhar porque sou um beatlemaníaco!

2 - Abel, com a frase: Eu mereço ganhar pois eu sou arretado. Se eu num ganhá eu ponho Exu pra desgangota ocês seus "fi de Ronquifússa".

Os dois ganhadores têm 72 horas para nos mandar por email todos os dados postais, incluso CEP, assim como os nomes completos deles, para que possamos enviar os kits. E logo depois deixarem uma confirmação (logados na mesma conta do Blogger que deixaram as frases ganhadoras) nos comentários no post da promoção para que possamos saber que os dados são os mesmos dos que deixaram os comentários.

 

Já na promoção de Dragon Age: Origins, ganhou Pdestroyer, com o microconto:

Nozes - Capítulo 2009, versículo 11
Então houve guerra no céu:os anjos batalhavam contra o dragão.E o dragão e os seus anjos batalhavam com fogo e sombras.Era 6/11,a era dos dragões começara.

Pdestroyer, você também 72 horas para nos enviar por email todos os seus dados postais, incluso CEP, assim como seu nome completo. E deixe também um comentário logado nessa conta do Blogger para que possamos confirmar que realmente é você.

Parabéns aos vencedores e obrigado a todos que participaram. Ainda essa semana tem mais promoções!

 

PS: E sim, têm três corinthianos aqui no NSN. Eu, o Voz do Além e o Luke.

Avatar FiliPêra

O Vestido da Discórdia e o Fascismo Subjetivo

 

Waterboarding Middle Ages

Tudo começou, explosivo enquanto Eu simplesmente lia alguns updates do Twitter numa tarde de ócio. Me chamou a atenção o RT de alguém que não lembro o nome que frisava um ataque insano que mais parecia perpetrado por uma horda de selvagens inquisidores (não vou dizer bando de animais, pois eles têm um pouco mais de princípios). O link em questão apontava para um post do blog Boteco Sujo, do jornalista Fausto Salvadori, que já colaborou inclusive com a revista Vice, uma das minhas favoritas.

As cenas do vídeo, mesmo gravadas com a qualidade que um celular permite, deixavam uma coisa clara: não eram seres normais aqueles que estavam fora de si gritando asneiras sem tamanho unicamente porque viram uma moça em um vestido mínimo - que nem é tão mínimo assim, diga-se de passagem.

Mas até aí se pode engolir, afinal estamos falando de uma turba de alunos com mente limitada, que não vêem qualquer problema em não ter opinião própria e literalmente seguir a multidão. Mas a coisa piorou gravemente justamente no sábado (o dia em que estou escrevendo esse texto). A faculdade decidiu que puniria os responsáveis pelo incidente que a tornaria famosa nacionalmente (isso se descontarmos o fato de que ela está em 159 no ranking de faculdades que participam do Enade, de um total de 175. Veja AQUI nesse PDF)… começando pela vítima, tudo feito com um alarde que beira ao usado por Nazistas querendo se mostrar ao mundo.

O resultado foi que a aluna Geisy Arruda, 20 anos (estudante de Turismo), a que estava com o vestido e foi presa na sala por uma multidão de retardados que não tinham nada melhor pra fazer na vida, e teve que sair escoltada pela polícia tendo que ouvir uma faculdade inteira gritando Puta! Puta! - em resumo: ela era a VÍTIMA - foi expulsa da faculdade.

Sim, numa clara e bizarra inversão de papéis, a vítima do caso fui punida, com uma alegação estapafúrdia que mais beira uma bula do Tribunal de Santo Ofício do que uma nota de uma instituição que tem a missão de dar educação superior. Sim, de acordo com a Uniban (nem conhecia essa faculdade, e pelo que conversei com o povo que conheço de São Paulo, é uma porcaria) Geisy "demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse".

Claro, desfilar pela faculdade é um comportamento instável, mas prender a aluna numa sala aos berros é completamente normal. Ao menos é o que aparenta, já que ela foi punida, mas os malucos que participaram da algazarra que mais se assemelhavam a um bando de hienas risonhas e traiçoeiras quando vêem carniça no deserto do que qualquer outra coisa, ainda não.

Mas eles foram punidos, estão suspensos, Filipe!. E que punição é essa que supostamente ocorre, mas não mostra a cara de quem a recebeu? Expor uma aluna que se veste minimamente, inclusive espalhando notas em tudo quanto é órgão de imprensa pode, mas mostrar os alunos supostamente identificados de toda a agressão não pode? Nem ao menos quantos estudantes foram punidos a nota esclarece, se limitando apenas a tentar embasar a maluquice que foi a ação deles.

Bom, se até o momento a direção da faculdade ainda estava isenta - afinal, ter um bando de baderneiros estudando em seu estabelecimento é completamente normal - agora ela mostrou que é tão culpada, retrógrada e imbecil quantos os alunos culpados pelo tumulto. E agora tratou de colocar em cena a impunidade para que um bando de filhos de papai que estudam em uma das piores faculdades do Brasil (não sou Eu que tô dizendo, é o MEC) continuem com o aval da direção para continuar com seus atos.

 

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A essa altura você pode estar pensando: Mas o anúncio disse que ela usava roupas curtas para provocar (e provocar um professor, de acordo com o depoimento de um aluno), e desfilava à vontade pela faculdade, o que ia de encontro às regras da instituição. Bom, mesmo levando-se em conta que tudo isso aí em cima seja verdadeiro, por que a direção não tomou providências antes? Ou por que ela não tentou impedir que o tumulto tomasse as proporções que alcançou? Ou ainda não expôs os nomes dos supostos culpados que ela já supostamente suspendeu das aulas (cadê a expulsão, porra, já que eles tiveram um comportamento muito mais instável do que usar roupa curta ou provocar professores?)? Bom, parece que os erros da Uniban não foram poucos… e são mais injustificáveis do que aparentam.

Mas "A educação se faz com atitude e não com complacência", como foi intitulado o anúncio que espalhou ao Brasil inteiro que a Uniban mais se assemelha a Inquisição do que a uma universidade. Porém, ela deve ter esquecido que atitudes devem ser pensadas e não vomitadas, de forma ainda mais suja e degradante do que as atitudes idiotas de um bando de idiotas.

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E quando você acha que não é possível fazer humor com um caso desses, abaixo está um vídeo genial - que já nasce clássico - tirado do Passaralho, o blog do Cardoso para as maluquices do Twitter. Basta dizer que até Hitler tem vergonha de ser comparado ao povo da Uniban.

 


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